A presidenta, Dilma Rousseff, passou uma mensagem de otimismo ao mercado para o próximo ano. Ao falar dos efeitos da crise mundial sobre o Brasil, Dilma disse que o Brasil terá condições de manter uma política monetária “muito favorável” e uma situação de crédito “vantajosa”. A presidenta deu a declaração ontem (13) em viagem ao Rio Grande do Sul.
“Todos os nossos projetos amadureceram e estarão em ritmo de cruzeiro em 2012. A estabilidade econômica e a robustez fiscal vão permitir que a nossa política monetária continue sendo muito favorável ao país. Nossa situação de crédito também é extremamente vantajosa”.
A presidenta atribuiu o melhor momento do Brasil em relação aos demais países, às reserva internacionais e à liquidez dos bancos brasileiros. “Hoje, nosso país é capaz de suportar isso [crise] não só porque temos os US$ 350 bilhões [de reservas internacionais], mas também porque temos um enorme colchão de liquidez depositado pelos bancos no Banco Central”.
“Vários países estão estagnados e nós temos um só desafio. Nós não temos de parar. Nós temos de avançar, continuar consumindo, continuar produzindo e eu asseguro a vocês que 2012 será um ano muito melhor que 2011”, disse a presidenta, que participou do lançamento da Rede Brasil Rural e da entrega de 114 máquinas retroescavadeiras para 126 prefeituras do Rio Grande do Sul.
A Rede Brasil Rural é uma ferramenta virtual que aproxima as cooperativas de produtores rurais dos fornecedores de insumos, da logística de transporte e dos consumidores. As retroescavadeiras são uma ação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2) voltada para municípios com até 50 mil habitantes. As máquinas serão doadas às prefeituras, para manutenção e recuperação de estradas vicinais.



Verri vota contra projeto das PPPs
O deputado Enio Verri, juntamente com a bancada do PT na Assembleia Legislativa, votou contra o projeto de lei de autoria do Poder do Executivo que institui o Programa de Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Paraná. A matéria foi colocada em segunda votação na sessão extraordinária realizada na noite desta quarta-feira, 14. O projeto recebeu 8 votos contrários e 37 favoráveis.
Durante a tarde, a bancada petista apresentou à Mesa Diretora oito emendas ao projeto das PPPs. As emendas receberam parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia, mas foram rejeitadas quando colocadas em votação no plenário. Foram 13 votos favoráveis e 36 contrários.
“O governo neoliberal, com as privatizações e o sucateamento da máquina pública, enfraqueceu o Estado, que perdeu gradualmente a capacidade de fazer todos os investimentos necessários, por isso entendemos que o projeto das PPPs é importante para o Brasil e o Paraná. Mas o projeto elaborado pelo governo Richa apresenta lacunas. As emendas apresentadas pelo PT visam atribuir confiabilidade e transparência no sistema”, explicou Verri.
As principais mudanças sugeridas nas emendas foram: as alterações nos contratos deveriam passar por estudos técnicos e pela aprovação da Alep; as revisões das tarifas deveria ser feitas com base no cruzamento entre receita e despesas, e não a partir do índice da inflação, o que possibilitaria queda gradual das tarifas e a criação da Comissão Técnica, que iria contar com a participação de representantes das secretarias do Planejamento, Fazenda, Casa Civil, Indústria e Comércio, Infraestrutura e Logística, Meio Ambiente, Agricultura além do IPARDES e do BRDE.
“A recusa do governo em acatar as emendas do PT empobrece o projeto. As emendas são sérias, responsáveis, seriam importantes para colaborar para a construção de uma lei mais forte, transparente e profunda. Com o veto das emendas pela bancada do governo, optamos por votar contra este projeto porque julgamos que o texto não atende da maneira mais apropriada as necessidades do Paraná em relação as PPPs”, disse Verri.