Golpe brasileiro, de 2016, é denunciado, mais uma vez, internacionalmente

Parlamento Europeu

Desde maio de 2016, o autoritarismo de um Estado de Exceção se aprofunda. A Câmara dos Deputados negou espaço oficial, mas, ainda assim, o golpe foi denunciado, mais uma vez, no plano internacional. Um ato público mobilizado pelo PSOL e por outros partidos do campo da esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT), apresentou uma série de denúncias contra as consequências da supressão da democracia, ao vice-presidente da delegação do Parlamento Europeu para Relações com o Mercosul, o eurodeputado do Podemos, da Espanha, Xabier Benito Ziluaga.

O ato ocorreu no Hall da Taquigrafia, pois também foi negado ao povo, acesso ao Salão Verde da Casa do Povo. Xabier ouviu do MST, do MTST, dos indígenas e de outros segmentos sociais os atrasos políticos, econômicos e sociais impostos à maior parte do conjunto da sociedade, por uma camarilha desqualificada e em nome de um deus mercado, a quem os golpistas devem a garantia do autoritarismo que se sentem muito à vontade para praticar.

O Parlamento Europeu, querendo ou não, saberá que os europeus estão comendo açúcar e soja e bebendo café, com sangue do trabalho escravo. A literária ministra Rosa Weber suspendeu os efeitos da malfadada portaria do Ministério do Trabalho. Mas, o que interessa é que ela foi baixada, em 2017, para satisfazer empresários bilionários em detrimento do ser humano. O Parlamento Europeu ficará sabendo, também, que há um extermínio de gente pobre, principalmente dos negros.

Xabier levará ao Parlamento Europeu a denúncia de parlamentares e de movimentos sociais de que as empresas estratégicas e os recursos naturais brasileiros, vendidos por esse governo golpista, serão restituídos à nação com o restabelecimento da democracia. O eurodeputado levará a denúncia de que Temer cortou a zero os investimentos para o programa habitacional direcionado a pessoas de baixa renda, além de outros programas, como o de proteção às mulheres, no quinto país com o maior número de feminicídios.

Depois de ouvir parlamentares e movimentos sociais, Xabier tomou a palavra e informou que as denúncias foram todas registradas e serão levadas a seus pares, na Europa. O eurodeputado se solidarizou com a luta dos brasileiros contra o golpe, informou que a luta deles se alinha com a dos brasileiros, afirmou que não reconhece o governo estabelecido e, para finalizar, puxou um “Fora Temer”.