Mobilização nacional por Diretas Já

O Salão Nobre da Câmara dos Deputados sediará, nesta quarta-feira (7), às 16h, o lançamento da Frente Parlamentar Suprapartidária, “Diretas Já”. Ela é formada, inicialmente, pelo PT, PSB, PSOL, PDT e PCdoB. Segundo a Frente, eleições gerais diretas são a solução para a insustentabilidade de um governo que está inviabilizando econômica e politicamente o Brasil. A economia está em depressão, já são 14 milhões de brasileiros desempregados e o Brasil está sendo entregue a preço de banana.

Pesquisas recentes indicam que mais de 90% da população brasileira desejam eleições diretas para presidente. O PT vai além e propõe que as eleições sejam gerais, ou seja, para deputados e senadores, com a convocação de uma Constituinte cidadã, por meio da qual sejam encaminhas reformas urgentes, como a política, a agrária, a de comunicação, a tributária, entre outras não menos importantes.

Segundo uma pesquisa CUT-Vox Populi, 85% da população querem a cassação de Temer. A pesquisa foi realizada em 118 municípios de todos os estados e do Distrito Federal. A avaliação negativa de Temer, em âmbito nacional, é de 75%. No Nordeste, chega a 83% e, no Sul, são 68% a população insatisfeita com ele.

A ocupação das ruas é a condição vital para a Frente Parlamentar ter força para enfrentar a parte do Congresso Nacional que defende eleições indiretas. Necessitamos da mobilização de todas as forças progressistas para aprovar a PEC 227/2016, que convoca eleições diretas em caso de vacância do cargo de presidente da República, até seis meses antes do fim do mandato.

Já há avanços no Senado. Na quarta-feira (31), a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, por unanimidade, uma proposta que também garante a convocação de eleições diretas em caso de vacância.

Outra iniciativa importante foi o lançamento, na segunda-feira (5), da Frente Ampla Nacional em Defesa das Diretas Já, da qual participam, além dos partidos já citados, a CNBB, o MST, a CUT, o INESC, entre outras instituições de influência nacional. Segundo as entidades, a substituição de Temer com eleições indiretas é a continuidade dos ataques a direitos basilares, como os trabalhistas e previdenciários e a entrega da soberania nacional aos interesses do mercado financeiro internacional.

O momento é agora, não se pode tergiversar diante de tamanhas ameaças, quando se tem a união de forças capazes de mobilizar a paralisação do Brasil, até a deposição do ministério de notáveis golpistas, a realização de eleições diretas e a defesa intransigente de nenhum direito a menos. Às ruas, agora e sempre.