Verri diz que Richa corta orçamento para sucatear e privatizar a UEM

O deputado federal Enio Verri (PT) divulgou nota sobre o corte no orçamento das universidades estaduais do Paraná. Segundo Verri, o objetivo do governador Beto Richa (PSDB) é sucatear para privatizar:

O nosso mandato lamenta a necessidade de emitir nota para expressar o mais veemente repúdio à política para a educação do governador do estado do Paraná, Beto Richa. Ele vai falir as universidades estaduais, desmontar e aniquilar a pesquisa, a capacidade de produção científica e o desenvolvimento tecnológico do estado. O Paraná tem um governador medieval que age deliberadamente contra os interesses dos paranaenses.

O corte na autonomia orçamentária das universidades estaduais vai provocar o fechamento das instituições. Sem os recursos gerados pelas próprias instituições, a Universidade Estadual de Maringá (UEM), por exemplo, não tem como pagar os alimentos e serviços do restaurante universitário; as bolsas de graduação; comprar kits de reagentes para o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), ou adquirir equipamentos para projetos.

O sufocamento orçamentário da UEM causará o seu sucateamento, abrindo caminho para a privatização do ensino. Essa é a intenção de um governador para quem o Estado não pode ser um ator de indução do desenvolvimento. Para esse tipo de gestor, tudo deve ser regulado pelo mercado. Essa política fecha aos mais pobres as portas de acesso não apenas à educação, mas à justiça, saúde, entre outras demandas.

A gravíssima a situação a que o governador está colocando a UEM, obrigou o magnífico reitor Mauro Baesso a convocar o Conselho de Administração para uma reunião, nesta quinta-feira (1), a fim debater acerca das restrições orçamentárias impostas por um governador que age em detrimento do Paraná.

O Conselho poderia se reunir para definir onde e como melhor investir recursos para o desenvolvimento dos corpos docente e discente, da tecnologia, do estado e da sociedade. Mas não, está se reunindo para, em pleno século 21 e num mundo onde nações investem no desenvolvimento da sua educação, para defender a UEM dos ataques desferidos por um governador que age em nome do retrocesso.