Verri diz que Temer impõe preço astronômico ao combustível

“Eu avisei!” A expressão sintetiza o alerta acionado por centenas de brasileiros ao anunciar o caos econômico que o País viveria após o golpe de 2016, que destituiu a presidenta legítima Dilma Rousseff.

A paralisação dos caminhoneiros – que se iniciou no dia 21 – é um exemplo do engodo que atinge inclusive àqueles que foram às ruas protestar contra Dilma e reclamar dos preços dos combustíveis em 2016. Os críticos da época trocaram o valor do litro de gasolina – que custava R$ 3,50 por R$ 4,90, preço de hoje. Nos governos petistas, havia um controle rigoroso por parte da Petrobras a fim de evitar o reajuste da tarifa. Atualmente, a política de preços praticada pela empresa comandada pelo entreguista Pedro Parente, desde julho do ano passado, promoveu mais de 140 reajustes, sendo em média, duas majorações no valor do combustível a cada três dias.

Para o deputado Enio Verri (PT-PR) isso tudo é reflexo do desmonte implementado na Petrobras pelo governo ilegítimo de Michel Temer. “O governo transforma a Petrobras num conceito de empresa privada, onde o lucro é mais importante do que o desenvolvimento, que a distribuição de renda e a qualidade de vida das pessoas. Ele acaba impondo um preço astronômico ao combustível. É claro que isso resulta numa dificuldade aos caminhoneiros”, avaliou Verri.

O parlamentar ainda reconheceu que os mais penalizados com essa política adotada por Pedro Parente são os caminhoneiros que não têm vínculos empresariais. “Os autônomos que têm um ou dois caminhões – e com a recessão -, com a queda na produção, eles já têm poucas cargas para transportar e, ao mesmo tempo, tem o petróleo alto, ou eles param ou o prejuízo é iminente”, explicou o deputado, que também externou solidariedade à categoria.