Verri votou contra medida provisória que prejudica a Petrobras

A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (16), a MP 811/2017, que permite à Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) comercializar diretamente a parte do óleo devido à União, retirado da bacia do pré-sal. Apesar dos esforços da oposição, que usou de todos os meios legítimos e lícitos para barrar mais esse ataque desferido pelo ministério de notáveis entreguistas, contra o Brasil, a medida foi aprovada por ampla maioria de parlamentares sem compromisso com o País.

Segundo o deputado federal, Enio Verri (PT-PR), trata-se de mais um ato de Temer para prostrar o Brasil diante nas nações centro de poder. De acordo com o texto da MP, a PPSA poderá vender o óleo abaixo do valor mínimo estipulado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). É uma atitude de quem quer ver este País subjugado ao atraso, como um eterno fornecedor de commodities para o desenvolvimento de outros povos. Ou seja, é um crime de lesa-pátria.

“Essa possibilidade vai gerar uma espiral especulativa e uma relação na qual o Estado será predado pela iniciativa privada. O resultado será, mais uma vez, bastante prejudicial para a soberania nacional”, esclarece Verri.

Esse não é o primeiro ataque desferido contra a empresa, pela camarilha que tomou o Palácio do Planalto, em 2016. O desmonte da Petrobras segue célere. A ponte para o atraso está privatizando quatro refinarias de petróleo. Capatazes da elite sabuja deste País estão entregando as ferramentas que agregam valor ao produto bruto. Entregam, a céu aberto e impunimente, a nossa soberania de desenvolver tecnologia.

Em 2015, sob ataque virulento da mídia, a Petrobras foi a Huston, no Texas, receber o maior prêmio que uma petroleira do seu porte pode receber, por desenvolvimento tecnologia. Temer e o presidente da empresa, Pedro Parente, estão entregando a Petrobras, aos pedaços. Além das refinarias, fábrica de fertilizantes, dutos, campos do pré-sal, usinas de biocombustíveis, estão entre os mais de 30 ativos entregues às empresas Exxon, Shell, BP, Total. Cerca de quatro mil trabalhadores serão afetados imediatamente. É o Brasil negando-se a ser soberano.

“Temer e seus asseclas condenam um rico país, dotado de capacidade humana para ser um dos grandes países do mundo, a colônia de outras nações”, aponta Verri.