Análise: Mercado de trabalho aquecido aumenta poder de barganha

Publicado em 24 de maio de 2013

Folha de S.Paulo

Desde 2004, o mercado de trabalho brasileiro não para de melhorar. São três os movimentos principais: a) redução da taxa de desemprego; b) aumento dos salários; c) criação de empregos formais com carteira assinada.

É verdade que a melhora vem desacelerando por causa da própria desaceleração da economia, mas os dados recentes continuam mostrando resultados favoráveis.

Nesta semana foram divulgados os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (MTE) e da Pesquisa Mensal de Emprego (IBGE). O primeiro mostra a criação de quase 200 mil empregos com carteira assinada em abril. A segunda confirma a continuação da queda do desemprego e o aumento da remuneração média.

Há muitas incertezas sobre a economia neste e nos próximos anos. Apesar disso, tendo em vista os resultados nos quatro primeiros meses deste ano, o mais provável é que o mercado de trabalho em 2013 continue aquecido ou até melhor que em 2012.

Dentro dessa conjuntura, não causa surpresa a informação divulgada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) de que houve aumento substancial no número de greves e no número de horas não trabalhadas no ano passado.

Mais sintomático ainda é o fato de que 75% das greves foram vitoriosas, índice que atinge 85% no setor privado e 65% no setor público.

A regra geral tem sido a greve produzir resultados favoráveis para os grevistas. Isso faz todo o sentido numa conjuntura em que o mercado de trabalho encontra-se e deverá continuar aquecido.

A menos que ocorra algum efeito inesperado na economia no futuro próximo, com a continuação do mercado de trabalho aquecido, o poder de barganha dos trabalhadores permanecerá elevado.

JOÃO SABOIA é professor titular do Instituto de Economia da UFRJ.

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