América Latina e Caribe reduziram pobreza extrema à metade, diz ONU

Publicado em 3 de julho de 2013

Em relatório apresentado nesta segunda-feira (01/07), foi revelado que a região reduziu pela metade a porcentagem de pessoas na pobreza extrema—um dos ODM (Objetivos do Milênio) para 2015. Apesar disso, a América Latina e o Caribe continua sendo a região mais desigual do mundo, sublinha a ONU, que apontou a baixa qualidade educacional como um fator. “Em termos de educação a origem é destino; um filho de pais pobres analfabetos tem grandes possibilidades de replicar esse padrão e isso tem que ser interrompido”, afirmou Hugo Beteta, diretor da sede sub-regional da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe).

Mas os números mostram melhoras. De acordo com o relatório da ONU, “foi ampliado o acesso ao ensino primário” na região, onde as taxas de matrícula aumentaram de 88% em 1990 a 95% em 2011. A proporção de pessoas que vivem na região com menos de US$ 1,25 por dia diminuiu de 12% em 1990 a 6% em 2010.

A proporção de pessoas desnutridas do total da população caiu de 15% em 1990-1992 a 8% em 2010-2012, acrescenta. A nível mundial, a China lidera os países que mais reduziu sua pobreza extrema ao passar de 60% nessa categoria em 1990 a apenas 12% em 2010. Em todo o mundo ainda há 1,2 bilhão de pessoas nessa categoria. (Opera Mundi com informações da rede multiestatal TeleSur) [

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