Cubanos irão para cidades com extrema pobreza

Publicado em 3 de setembro de 2013

Brasil 247

Os municípios do Norte e do Nordeste serão os maiores beneficiados com a vinda do grupo de 400 médicos cubanos contratados pelo governo brasileiro. Segundo o ministério da Saúde, 91% deles (364 profissionais) irão atuar nessas duas regiões, sendo que a maioria estará em cidades com baixo IDH. “334 médicos cubanos vão para 182 municípios com 20% ou mais em situação de extrema pobreza”, anunciou o ministro Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa que divulgou os números da segunda etapa do programa Mais Médicos.

Nesta segunda fase, 514 novos municípios e 25 distritos indígenas solicitaram 1.165 profissionais. Em relação aos profissionais, houve candidatura de 3.016 médicos, sendo 1.414 formados no Brasil e 1.602 diplomados no exterior. Este grupo atenderá a 29,4% dos 701 municípios que não foram selecionados por nenhum médico ao longo do chamamento individual, que deu prioridade a brasileiros com diplomas do Brasil e a brasileiros formados no exterior antes de convocar estrangeiros de países como Espanha, Argentina e Portugal.

Já os 400 cubanos contratados por meio de um convênio do governo brasileiro com a OPAS (Organização Panamericana da Saúde) serão direcionados a 219 localidades (206 municípios e 13 DSEIs). Nas regiões Norte e Nordeste, a grande maioria trabalhará em unidades básicas de saúde de 187 localidades (69 municípios e 12 distritos indígenas no Norte e 105 municípios e um distrito indígena no Nordeste). Os 36 demais médicos irão para áreas carentes em 26 cidades do Sudeste e em seis do Sul.

“Com a participação dos profissionais cubanos, já neste primeiro mês do programa, conseguiremos oferecer médicos a uma parte dos 701 municípios que não tinham sido selecionados por nenhum médico brasileiro, nem estrangeiro”, disse Alexandre Padilha. “Este é ainda o primeiro passo, estamos no primeiro mês de chegada dos profissionais. O grande esforço do Ministério da Saúde é garantir o cumprimento da demanda total dos municípios prioritários e vamos fazer tudo o que for preciso para isso”, reforçou o ministro.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e na Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mozart Sales, “a presença desses profissionais vai ampliar e qualificar o atendimento na Atenção Básica do SUS. E esse é um processo contínuo, esperamos a chegada de mais médicos que vão nos ajudar a construir o SUS diariamente”, disse. Até o fim do ano, outros 3.600 profissionais cubanos chegam ao Brasil para ocupar os postos remanescentes após novas rodadas de chamamento individual de brasileiros e estrangeiros.

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