Perda de força de Richa ajuda PT na busca de apoio a Gleisi

Publicado em 23 de setembro de 2013

Valor Econômico

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitaram evento em comemoração aos 10 anos de governo petista para incentivar a formação de alianças com outros partidos. Em seminário realizado em Curitiba, Dilma chegou a dizer que não tem interesse em antecipar as eleições, mas Lula deixou claro que o momento e de aproximação com outras legendas. “O ideal era que pudéssemos ter uma candidatura puro sangue, governador, senador, tudo do PT. Mas temos que entender que a sociedade não e petista, é heterogênea. Esse é o momento de construir a solidez da base para ganhar as eleições”, afirmou.

No evento, que teve a participação de lideranças de vários partidos aliados, Dilma ressaltou a importância dos aliados em seu governo e de seu antecessor.

“Somos um partido que sabe fazer aliança, que sabe dividir responsabilidades. No momento oportuno vamos provar outra vez mais”, disse.

Dilma disse ainda que o Brasil continuará crescendo e refutou as críticas de que as contas públicas estão fora de controle. Segundo a presidente, porém, é cedo para discutir as eleições do próximo ano.

“As eleições ainda estão distantes e antes dela temos muita coisa importante a fazer”, completou.

A ofensiva dos dois maiores expoentes petistas acontece no momento em que o endividamento do Estado e dificuldades de gestão ameaçam a popularidade do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), que corre o risco de perder o apoio de partidos aliados na disputa à reeleição no ano que vem. Nos bastidores, o PT trabalha para atrair legendas da base de Richa para uma aliança em torno da mais que provável candidatura da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

Integrantes do PT paranaense têm conversado com partidos como PSD, PDT e PMDB, hoje aliados de Richa no Estado. A avaliação é que, apesar de favorito nas pesquisas, Richa vem perdendo pontos com a população, o que facilitaria o apoio de partidos da base de Dilma Rousseff no governo federal à candidatura de sua principal ministra.

A estratégia é aumentar a exposição de Gleisi e investir na criação de palanques.

Nesta semana, o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), se reuniu com o líder do PSD na Casa, Eduardo Sciarra (PR), para oferecer a ele o posto de vice na futura chapa de Gleisi. Oficialmente, o PSD afirma que lançará candidato próprio, mas aceitou conversar. No início do ano, Richa nomeou o deputado federal Reinhold Stephanes (PSD-PR) secretário da Casa Civil para dar mais espaço ao partido em sua administração. “Estamos em uma discussão inicial sobre a possibilidade de ocuparem a [candidatura a] vice. A candidatura da Gleisi tem grandes chances de chegar ao segundo turno, mas é importante ter partidos que possam nos apoiar”, disse Vargas.

A aliança com o PDT já é dada como certo e a chapa de Gleisi deverá lançar Osmar Dias ao Senado. Outros partidos como PV e PCdoB deverão completar a coligação. “Agora é um momento de construção, mas isso só será decidido em abril do ano que vem”, afirma o presidente do PT paranaense, Ênio Verri.

A maior incógnita é o PMDB, que, no Paraná, está dividido em grupos que apoiam o deputado Osmar Serraglio e o senador Roberto Requião. A legenda está disposta a lançar candidato próprio, e agora briga para decidir quem será. Enquanto isso, o PT aprofunda as conversas com a ala de Roberto Requião e aposta em apoio do partido em um hipotético segundo turno entre Gleisi e Richa.

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