E-mail oficial do governo vai gerar mais segurança e economia, afirma Bernardo

Publicado em 18 de outubro de 2013

Blog do Planalto

Durante entrevista para o programa “Bom Dia, Ministro” desta quinta-feira (17), o titular das Comunicações, Paulo Bernardo, falou sobre as mudanças na circulação de informações entre órgãos do governo federal. A ideia é usar um sistema de processamento de dados do Serpro, que inclui um novo padrão de e-mails e de comunicação interna entre os ministérios e com a presidência, pois para o ministro, tudo que circula pela internet tem um nível de proteção muito pequeno.

O “Expresso” está em fase de testes no Ministério das Comunicações, e nos próximos dias, a presidenta Dilma Rousseff deverá assinar um decreto definindo um cronograma para que ministérios, autarquias, fundações e demais entes do governo federal se adequem à nova norma. Segundo Paulo Bernardo, além de segurança, o sistema trará uma diminuição de custo para o governo, que trabalha numa possibilidade de disponibilizar o “Expresso” para a população, num convênio com os Correios.

“As denuncias mostram que não temos privacidade nenhuma. Isso é um absurdo do ponto de vista democrático, porque uma correspondência tem que ser inviolável, e o e-mail nada mais é que uma correspondência. (…) No governo federal, estamos adotando essas medidas. A mensagem pode ser criptografada, codificada para dificultar vazamento. Além disso, estamos preparando um decreto para usar redes próprias do governo para fazer o tráfego de informações. Vamos, de certa forma, sair da internet para esse tipo de comunicação”, afirmou.

Bernardo falou também sobre telefonia móvel e conexões de internet para celulares no país. Ele anunciou investimentos para que, nos próximos dois anos, distritos que fiquem até 30 km de distância da sede urbana tenham, obrigatoriamente, telefone e internet 3G. Com relação ao 4G, as empresas terão de instalar o serviço até dezembro deste ano em todas as regiões metropolitanas que vão receber jogos da Copa do Mundo, em 2014.

“O 4G hoje está em aproximadamente 60 cidades. Esse serviço com certeza será muito importante, porque à medida que as pessoas que usam muito a internet no celular forem migrando para o 4G, o 3G também vai ficar desafogado, menos congestionado. Apesar de que é preciso fazer investimento no 3G. Esse serviço vai ser, nos próximos dois, três anos o principal serviço de conexão de internet nas grandes capitais”, analisou o ministro.

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