37% votariam em candidatos indicados por Lula, mostra pesquisa

Publicado em 7 de abril de 2014

Folha de S.Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua na posição de cabo eleitoral mais influente do País, segundo a mais recente pesquisa Datafolha. Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não conseguiu reduzir a rejeição aos candidatos que apoia.

Os que votariam num candidato apoiado por Lula somam 37%, taxa similar à verificada no levantamento realizado em outubro do ano passado (38%). O índice dos que talvez votassem em algum candidato apontado pelo petista, porém, sofreu uma ligeira queda, de 26% para 23%.

Subiu, em tendência inversa, o percentual dos que não votariam de jeito nenhum em um candidato apoiado pelo ex-presidente. Esse contingente aumentou de 31% para 35% quando se compara a pesquisa atual com a de outubro.

A influência de Lula é mais forte entre os que têm o menor grau de escolaridade (49%), menor renda (47%) e vivem no Nordeste (55%). A rejeição a um candidato indicado pelo petista é maior entre os eleitores com mais escolaridade (58%), os mais ricos (61% entre os que têm renda familiar acima de 10 salários mínimos) e os que moram na região Sudeste (43%).

A rejeição a um candidato indicado por FHC é de 57% (em outubro, eram 58%). FHC continua com influência negativa em todos os estratos do eleitorado. Entre os mais ricos, pouco mais da metade (55%) não votaria em candidato apoiado por ele. Entre os eleitores com mais escolaridade, a taxa de rejeição a candidato apoiado por FHC alcança 58%.

O levantamento mostra que 23% talvez votassem em alguém apoiado por ele. No primeiro levantamento que mediu o apoio de Joaquim Barbosa, ministro do Supremo Tribunal Federal, a um candidato, ele aparece com grande influência em um quinto do eleitorado, praticamente: 21% votariam, com certeza, em candidato indicado por ele.

Os que talvez votassem somam 28%, e 39% não votariam em alguém indicado por Barbosa. A influência da ex-senadora Marina Silva (PSB) segue inalterada em relação ao levantamento do Datafolha de outubro: 18% votariam certamente em um candidato apoiado por ela (eram 17% na pesquisa anterior).

A taxa dos que talvez votassem em candidato apoiado por ela caiu de 39% para 33%). Aumentou também o índice dos que não votariam em alguém apoiado pela ex-senadora: de 35% para 41%.

O levantamento foi feito pelo Datafolha entre quarta e quinta-feira da semana passada, em 162 municípios, com 2.637 entrevistados a partir de 16 anos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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