Verri: Com os almofadinhas Aécio e Campos, povo deixará de ser prioridade

Publicado em 6 de maio de 2014

Enio Verri

No último final de semana estive em São Paulo para participar do Congresso Nacional do PT, que teve como ponto alto o lançamento da pré-candidatura da presidenta Dilma à reeleição. Um dos destaques da reunião foi o ex-presidente Lula. Ele desmentiu categoricamente as notícias de que poderia ser candidato à presidência e garantiu estar pronto para entrar na pré-campanha de Dilma.

Tenho muita confiança de que a jornada que teve início na sexta-feira (2) vai terminar com a vitória de Dilma em outubro – a disputa eleitoral que começa nos próximos meses, porém, será uma das mais desafiadoras e difíceis da história do PT.

Meu otimismo em relação à vitória de Dilma vem da relação que o PT tem com o povo: o PT está do lado do povo e o povo está no DNA do PT. No pronunciamento que fez sobre o Dia do Trabalhador, Dilma tornou esta relação ainda mais intrínseca.

Na ocasião, ela anunciou o reajuste de 10% nos valores do Bolsa Família, que beneficia 36 milhões de brasileiros, assegurando que esta parcela da população continue acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU. Também anunciou a correção da tabela do Imposto de Renda, medida que significa um importante ganho salarial indireto aos trabalhadores. A maior novidade, porém, foi o compromisso de continuar a política de valorização do salário mínimo, que tem sido um instrumento para a diminuição da desigualdade e resgate da dívida social que o país tem com os trabalhadores mais pobres.

“Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador. Nosso governo será sempre o governo da defesa dos direitos e das conquistas trabalhistas, um governo que dialoga com os sindicados e com os movimentos sociais e encontra caminhos para melhorar a vida dos que vivem do suor do seu trabalho.”

Enquanto Dilma reforça os laços com o povo e reitera o compromisso de manter o governo federal posicionado na defesa incondicional dos interesses dos trabalhadores e das classes mais pobres, Aécio Neves e Eduardo Campos já sinalizaram que, se eleitos, os interesses do povo deixarão de ser prioridade no Brasil.

A opção pelo corte de gastos públicos e, consequentemente, o açodamento das políticas sociais e a desvalorização do salário mínimo, ficou claro nas recentes declarações dos pré-candidatos e seus coordenadores de campanha, conforme apontou de maneira muito equilibrada o jornalista André Singer em artigo no jornal Folha de S. Paulo de domingo (clique aqui).

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