Produção do pré-sal ultrapassa 500 mil barris por dia e bate novo recorde

Publicado em 1 de julho de 2014

G1

A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal nas bacias de Campos e Santos superou 500 mil barris por dia, batendo novo recorde de produção diária. A cerimônia de comemoração aconteceu na manhã desta terça-feira (1º) na sede da empresa, no Centro do Rio, e contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.

“A Petrobras atinge em prazo recorde a produção de 500 mil barris diários de petróleo do pré-sal. Sei perfeitamente que, em muitas circunstâncias, esses 500 mil barris foram considerados uma ilusão que nós, do governo, estávamos impondo à Petrobras. Mas, em apenas 8 anos, a Petrobras fez com que nossas plataformas trabalhassem 300 km da costa”, declarou Dilma, acrescentando: “Alcançar esse volume em tempo tão curto é uma verdadeira façanha”.

Desse volume, 78% correspondem à parcela da Petrobras e o restante, à contribuição das empresas parceiras da companhia nas diversas áreas de produção da camada do pré-sal. “Hoje, estamos com a previsão de fechar, até as 17h, 515 mil barris”, declarou o diretor da exploração e produção da Petrobras, José Miranda.

Segundo a Petrobras, a contribuição do pré-sal será decisiva para a empresa alcançar as metas estabelecidas no Plano de Negócios e Gestão (PNG) para o período de 2014 a 2018. A produção do pré-sal corresponde, atualmente, a cerca de 22% do total da produção de 2,1 milhões de barris de petróleo por dia.

“O fato é que nós temos de 10 a 15 bilhões de barris de óleo de volume potencialmente recuperável. Nosso número fica nesse horizonte. E são dados importantes: são 17 poços perfurados, 12 testados, 100% de resultado positivo a favor da Petrobras, 25 poços que temos em produção do pré-sal, 520 mil barris dia. Eles nos levam a crer que, de fato, temos um excepcional potencial de produção”, disse a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster.

Investimentos

De acordo com a Petrobras, nos próximos cinco anos, serão investidos cerca de US$ 70 bilhões na construção de poços exploratórios e de desenvolvimento da produção no Brasil, montante que corresponde a 32% dos investimentos globais da companhia previstos no PNG e a 46% dos investimentos programados para a área de Exploração e Produção no Brasil.
A produção de 520 mil barris por dia foi alcançada oito anos após a primeira descoberta de petróleo na camada do pré-sal, ocorrida em 2006. Ainda em 2014, duas novas plataformas entrarão em operação no pré-sal da Bacia de Santos. As plataformas de Mangaratiba, Iracema do Sul, e Ilhabela, em Sapinhoá Norte, terão capacidade de produzir até 150 mil barris por dia.

“Mantidas as premissas do plano de negócio de 2014 e planejamento estratégico para 2030, teremos, sim, o resultado econômico esperado com esses excedentes da cessão onerosa. Significam volumes potencialmente recuperáveis. É uma economia de US$ 18 bilhões para a Petrobras nesse intervalo 2015 a 2021 por esses excedentes”, frisou a presidente da estatal.

Produção no campo de Búzios

A presidente Dilma Rousseff destacou que, com a exploração do campo de Búzios, o Brasil passará a ser o país com acesso ao maior volume de petróleo do mundo.

“Feito relevante ocorrido, simultaneamente, com a decisão do governo de contratar a Petrobras para explorar e produzir entre 10 a 15 bilhões de barris nos campos de Búzios. O excedente não pode ser maior que a quantidade original. A partir de agora, esses 4 campos [Búzios] não são excedentes da cessão onerosa. Com eles, chegamos a um valor, se a gente considerar, de 20 bilhões equivalentes de barris de petróleo. E passa a ter acesso ao maior volume de petróleo por quaquer país do mundo, por qualquer empresa”, disse Dilma, acrescentando que a produção interna não irá influenciar as transições de exportação.

A presidente disse ainda que o governo prevê recursos de R$ 1,3 trilhões ao longo dos próximos 35 anos oriundos da exploração de petróleo nas áreas de cessão onerosa, que deverão ser investidos nas áreas da Saúde e Educação. “Considerando as quatro áreas, mais a Libra [exploração do Campo de Libra], mais todos os royalties anteriores, relativos à concessão. Nós estamos falando de volumes muito expressivos de recursos”, finalizou.

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