Após “tratoraço” de Richa, manifestantes ocupam a Assembleia

Publicado em 10 de fevereiro de 2015

Gazeta do Povo

Centenas de professores e funcionários da rede estadual que se manifestavam em frente à Assembleia Legislativa, no Centro Cívico, em Curitiba, invadiram o prédio, tomando o plenário e as galerias da casa. A invasão ocorreu às 18 horas, pouco depois que os deputados aprovaram a formação de uma comissão geral, que apreciaria o “pacotaço” enviado ao Legislativo pelo governador Beto Richa (PSDB). Chamada de “tratoraço”, a medida permite que os projetos sejam votados a toque de caixa, sem passar pelas comissões. Os manifestantes prometem ocupar o prédio por tempo indeterminado.

“Vamos ficar até que o governo retire esse projeto. Ficaremos por um dia, dois dias… o tempo que for necessário”, disse Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, que representa os professores e funcionários da rede estadual.

Assim que recebeu informação de que a casa estava sendo invadida, o presidente da Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), interrompeu a sessão. Os deputados saíram às pressas e se esconderam em uma sala anexa ao plenário. Posteriormente, cada um foi escoltado por seguranças até seu respectivo gabinete.

Os manifestantes permaneceram no prédio, entoando palavras de ordem, como “fora, Beto Richa”, e chegaram a cantar o Hino Nacional. As galerias e o anexo em que ficam os gabinetes dos deputados também foram invadidos. O ar condicionado e os elevadores foram desativados. A fornecimento de água ao prédio também foi interrompido.

“[A invasão] não era o que a gente queria, mas entramos para travar a votação, porque o ‘pacotaço’ fere direitos de todos os servidores”, disse a professora Angela Martelini.

Vandalismo

Parte dos manifestantes rasgou papeis que estavam sobre as mesas dos parlamentares e quebrou a porta que dá acesso à Sala de Imprensa, estilhaçando uma vidraça. A mesa dos deputados que dirigem a Assembleia também teve um vidro quebrado.

Parte da invasão foi mostrada ao vivo pela TV Sinal, canal oficial da Assembleia Legislativa. A transmissão foi interrompida às 18h19. Segundo a assessoria da casa, as câmeras foram quebradas.

Pelo menos dois manifestantes passaram mal – um deles sofreu uma espécie de convulsão – e foram socorridos pela equipe médica da Assembleia.

Às 18h45, mais grevistas tentavam entrar no prédio, mas desta vez eram contidos pelos policiais miliares. O deputado Requião Filho (PMDB) tentava intermediar as negociações, para que a entrada deles fosse liberada. Muitos manifestantes permaneciam na rampa de acesso à Assembleia.

Às 19 horas, cerca de 50 policiais, que até então estavam do lado de fora, adentraram o prédio e passaram a orientar os manifestantes para que não haja vandalismo. Um PM informou que houve um acordo com centrais sindicais, para que os invasores não quebrem nada.

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