Em posse de novo comandante da PM, Richa reafirma: não houve excesso no 29 de abril

Publicado em 21 de maio de 2015

Gazeta do Povo

Na solenidade da troca de comando da Policia Militar do Paraná (PM-PR), realizada na manhã desta quinta-feira (21), o governador Beto Richa (PSDB) voltou a afirmar que não houve excesso da Polícia Militar (PM) no episódio do dia 29 de abril, em que 213 pessoas ficaram feridas no chamado “massacre do Centro Cívico”, em Curitiba. Na ocasião, os manifestantes protestavam contra a votação da lei que mudou o regime previdenciário dos servidores públicos estaduais.

No discurso da posse do novo comandante, o coronel Maurício Tortato, que assumiu o cargo depois que o ex-comandante Cesar Kogut pediu exoneração, Richa voltou a afirmar que os mais de 1,6 mil policiais que atuaram naquele episódio tinham sido agredidos pelos manifestantes. “Os soldados da PM foram agredidos por grupos radicais que não estavam ali para se manifestar pacificamente. Estavam infiltrados no movimento e queriam invadir a Assembleia Legislativa”, afirmou.

Ele também disse que os integrantes desse suposto grupo queriam desgastar a imagem política do governo. No entanto, até o momento, não foi comprovado que nenhum manifestante fazia parte de qualquer grupo radical, como os que usam a tática “black bloc”. Tanto que, no dia 1.º de maio, a Defensoria Pública do Estado do Paraná e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronunciaram afirmando que nenhum dos detidos na manifestação daquele dia era um “black bloc” ou portava artefatos perigosos.

Antes do início da solenidade, durante entrevista a jornalistas, Richa havia dito que a PM só estava no Centro Cívico naquele dia para garantir a ordem. “O evento lamentável aconteceu na tentativa de se evitar a invasão para garantir o funcionamento da Assembleia. Cada um dos 54 tem a legitimidade do voto popular independente do posicionamento ou projeto”, disse o governador. Ele chegou a declarar que esses “grupos radicais queriam o confronto e até um defunto para marcar o episódio e consequente a mim”, afirmou Richa.

Novo comandante

Já o novo comandante da PM, Maurício Tortato, acredita não se pode tomar nenhuma decisão precipitada. Como a operação do dia 29 de abril é alvo de um inquérito do Ministério Público do Estado (MP), ele disse que prefere não se pronunciar especificamente sobre o caso. Mesmo assim, aponta algumas necessidades que devem ser adotadas pela instituição. “Vamos adotar os mecanismos de correção, promover estudo de caso e avançar em termos de tecnologia, inteligência e procedimentos operacional”, disse.

Segundo ele, a corporação é maior que o evento do dia 29 de abril e que irá trabalhar para recuperar a imagem da PM perante a sociedade. “Problemas nós teremos sempre. Agora temos muito serviço para conseguir nesse momento de relativa fragilidade resgatar toda tradição histórica da PM”, afirmou.

Ele aponta que a PM precisa mostrar serviço para a imagem da Polícia Militar melhorar. “É A PM cumprindo seu papel de preservar ordem pública, que não seja voltada ao marginal, focada na segurança do cidadã. Assim, conseguirmos reconquistar todo esse processo porque temos passado e tradição histórica”, acredita.

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