Centrais sindicais reforçam unidade contra governo golpista

Publicado em 12 de abril de 2017

Estiveram reunidos, na terça-feira (11), o líder da minoria na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT/CE), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Intersindical, a Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), a Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (CNPT) e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra). Na pauta, o avanço da ofensiva do governo contra os mais de 80% da população e as mobilizações dos trabalhadores, em todo o País.

A versão governista da proposta da reforma Trabalhista será apresentada, nesta quarta-feira (12), na comissão especial que a analisa. A proposta altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As entidades presentes na reunião se comprometeram a comparecer para acompanhar a leitura do relatório que o governo pretende votar, na quarta-feira (19).

Para o deputado federal Enio Verri (PT/PR), as propostas do governo são a completa desconfiguração da CLT e um retrocesso há mais de 100 anos. O texto vai permitir jornadas de até 12 horas diárias e que mulheres grávidas e lactantes trabalhem em lugares insalubres. Apesar de indignado, Enio Verri disse não estar surpreso com atrasos sociais ainda maiores, além da já aprovada terceirização.

“A proposta do governo revela seu caráter escravocrata e a sua subserviência aos donos dos meios de produção e ao capital financeiro, segmento que mais ganha com a reforma trabalhista”, denuncia o deputado.

De acordo o grupo, os recuos do governo, nas duas últimas semanas, tanto na reforma da Previdência quanto na renegociação das dívidas dos estados, são uma demonstração da pressão das ruas, em todo o País. Apesar da debandada de mais de 270 deputados da base aliada, o grupo concorda que não dá para afrouxar, porque, pressionado pelos credores do golpe, o governo está se articulando para aprovar suas propostas.

Um dos encaminhamentos da reunião foi o de realizar, antes da greve do dia 28 de abril, um grande evento na Câmara dos Deputados, com a participação de outras entidades, como a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), a Frente Única dos Petroleiros (FUP), entre outras.

Segundo Enio Verri, a pressão não pode diminuir sob pena de os trabalhadores e todo o conjunto da sociedade perderem conquistas seculares que custaram o suor e o sangue de quem produz a riqueza desta nação, a classe trabalhadora. “Somente unidade e constante vigília barrarão os retrocessos propostos por um grupo que tomou o governo por meio de um golpe de Estado”, alertou o deputado.

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