Deputados londrinenses justificam voto pró-Temer por estabilidade econômica

Publicado em 25 de outubro de 2017

Guilherme Marconi da Folha de Londrina

Com argumento da estabilidade econômica, os deputados londrinenses devem votar favoravelmente ao governo Temer nesta quarta-feira (25). Alex Canziani (PTB) e Reinold Stephanes (PSD)disseram à FOLHA nessa terça-feira (24) que o afastamento do presidente prejudicaria as conquistas trazidas pelas reformas em pauta no Congresso. Luiz Carlos Hauly (PSDB) não atendeu as ligações da reportagem.

Canziani informou que irá votar contra denúncia apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco. Para Canziani a denúncia é frágil e o afastamento do presidente traria instabilidade econômica. “Se formos avaliar as melhorias da economia, a retirada do presidente agora seria prejudicial para as conquistas do país”. Canziani alegou que o voto não significa que ele estaria absolvendo Temer. “Melhor esperar, depois que ele deixar o Planalto a Justiça poderá condená-lo ou até prendê-lo, se for o caso”, conjecturou Canziani.

Na primeira denúncia da PGR em agosto, Canziani e Hauly estavam entre os 16 deputados federais da bancada do Paraná que votaram alinhados ao governo e absolveram Temer. À época, apenas 11 parlamentares paranaenses votaram pelo afastamento do presidente.

Três parlamentares estavam ausentes na votação da primeira denúncia: Luciano Ducci (PSB), Osmar Serraglio (PMDB) e Reinhold Stephanes (PSD). Stephanes disse à FOLHA que não vê outra saída a não ser a manutenção do presidente no poder. “Em que pese as questões políticas, a área econômica está absolutamente em ordem. Aprovamos 75 medidas provisórias e só está faltando a Reforma da Previdência”. Ele informou ainda que não sofreu pressão do Planalto e tem apoio dos seus eleitores. “É um voto de consciência. Cria-se essa notícia de que os deputados estão ganhando verbas e emendas, eu não recebi um centavo a não ser das emendas já previstas em orçamentos”. De acordo com a assessoria de imprensa de Ducci, o ex-prefeito de Curitiba deverá engrossar o voto de oposição à Temer. Já Serraglio não foi encontrado pela reportagem.

O líder da bancada do PMDB na Câmara, o deputado Baleia Rossi (SP), pregou que quem votar contra o governo deverá ser tratado a partir de agora como oposição. Ele conta com os votos de Serraglio e Alexandre Serfiotis, do Rio de Janeiro, também ausente na votação da primeira denúncia.
O PSDB de Hauly, segue rachado, a expectativa é que haja 22 votos com o governo e 21 contra.

ESTRATÉGIA

Líderes da oposição na Câmara anunciaram que não vão registrar presença na sessão plenária. O objetivo é tentar impedir que a votação ocorra, deixando Temer “sangrando” por mais tempo. “Precisamos apenas que todos os 227 deputados que foram contra o arquivamento em agosto não registrarem presença”, calculou o deputado federal Enio Verri (PT-PR).

Para seja iniciada a votação, é necessário que pelo menos 342 dos 513 deputados registrem presença no plenário. Esse é o mesmo quórum mínimo exigido pelo regimento interno da Casa para que a denúncia da PGR seja aceita.

Para Verri, a nova denúncia da PRG é mais contundente que a primeira. “É muito mais evidente. Foram apresentadas provas, documentos, fotos e vídeos que corroboram a delação.” (Com agências)

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