Fahur e Francischini comemoram anúncio de Jean Wyllys; Verri lamenta

Publicado em 25 de janeiro de 2019

Parlamentares paranaenses ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) usaram as redes sociais para comemorar o anúncio de que o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), que vem sofrendo uma série de ameças, inclusive de morte, deixou o Brasil e não assumirá seu mandato, em fevereiro. Os dois mais votados do Estado, Sargento Fahur (PSD), para a Câmara Federal, e Delegado Francischini (PSL), para a Assembleia Legislativa, publicaram posts ironizando a decisão de Wyllys.

“Essa é uma ótima notícia”, escreveu Fahur, que ainda retuitou uma imagem sua em contraposição ao do psolista, com os dizeres “infelizmente não veremos o duelo Sargento Fahur x Jean Wyllys na Câmara Federal” e as hashtags “Triste” e “VaiPraCubaJean”. Francischini, por sua vez, escreveu “já estava mais do que na hora, não?!” no Facebook e “Tchau, Querido!” no Twitter. Depois, destacou o fato de que sua postagem recebeu alcance de quase 200 mil pessoas em uma hora.

O próprio Bolsonaro publicou vários tweets a respeito. Além de afirmar “hoje é um grande dia”, o presidente usou emojis de avião e simulando arminha. Seu filho Carlos Bolsonaro (PSL-SP), que é vereador em São Paulo, emendou: “Vá com Deus e seja feliz!”. Na sequência, contudo, justificou que seu pai estaria se referindo a outros assuntos. “PSOL já teve político e ex-filiado cuspindo e dando facada em Bolsonaro, mas quando leem ‘Grande dia’ em seu Twitter já se consideram vítimas perseguidas. Entendemos!”

Para o deputado federal Enio Verri (PT-PR), membro da bancada de oposição, “a decisão de Jean, assim como as manifestações dessas pessoas, mostram atraso e uma visão medieval da sociedade”. Em entrevista por telefone à FOLHA, ele classificou o fato de o político precisar abrir mão do mandato devido ao medo de perder a própria vida como “um absurdo”.

“É um momento muito atrasado da sociedade brasileira e estamos perdendo uma coisa fundamental: o sonho da construção de um país democrático. Num país democrático se respeita religião, orientação sexual, cor… Todos são brasileiros e merecem ser respeitados, como diz a Constituição Federal de 1988; Constituição essa que esse mesmo grupo, aliás, está querendo destruir”, completou o petista.

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