Bolsonaro não tem capacidade de dirigir o Brasil e deve ir embora, afirma líder do PT

Publicado em 23 de abril de 2020

O líder do PT na Câmara, Enio Verri (PR), afirmou hoje (22), que Jair Bolsonaro não tem a “menor condição” de continuar como presidente da República, especialmente diante dos desafios para enfrentar a crise econômica agravada pela pandemia de coronavírus. “A maneira como trata a crise só confirma de forma absoluta sua incapacidade de dirigir o País”, disse. “Temos um presidente que só faz besteiras”.

Para ele, Bolsonaro tem “incapacidade pessoal e intelectual” para conduzir o Brasil tanto agora, num momento dramático, como mais à frente, quando o País precisará de ampla capacidade de diálogo e respeito entre todos os setores para voltar a crescer e superar as sequelas econômicas e sociais da pandemia.

Presidente incompetente e irresponsável

Verri lembrou que Bolsonaro seguidamente, em lives e aparições públicas, desrespeita a todos, dos “parlamentares ao povo brasileiro”, levando a um esgotamento da sociedade brasileira com suas irresponsabilidades. Para o líder do PT, chegou a hora de dar um basta, com o lema Fora, Bolsonaro! “Não dá mais”, exclamou.

Verri disse que Bolsonaro virou piada mundial, “um pequeno presidente para um País grande e forte que não tem sensibilidade e capacidade para ver as necessidades da população brasileira e fazer o que é preciso”. Observou que o militar “desrespeita a ciência e o melhor para o povo, é incapaz de ser presidente”.

Sequelas sociais

O líder petista sublinhou que a incapacidade de Bolsonaro fez-se visível com a política econômica neoliberal implementada desde quando assumiu o cargo, gerando um pífio crescimento, em 2019, de apenas 1,1% do Produto Interno Bruto, com um saldo desastroso de cerca de 12 milhões de desempregados e 40 milhões no subemprego e na informalidade.

Enio Verri lembrou que o Congresso, numa união sem precedentes entre diferentes partidos, da esquerda à direita, tem aprovado matérias para garantir instrumentos para estados e municípios enfrentarem a pandemia de Covid-19 e suas consequências sociais e econômicas. Porém, Bolsonaro vai no sentido contrário. “O presidente não respeita o isolamento, sai para as ruas tossindo e cumprimentando pessoas, defendendo a ditadura militar e o AI-5”, denunciou.

O parlamentar disse que Bolsonaro fica num vaivém verbal e chegou ao cúmulo de dizer que a Constituição é ele próprio, o que caracteriza sua “defesa da ditadura e o desrespeito à democracia, que é o pilar da Constituição de 1988”.

Mantra neoliberal

O líder ainda questionou Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e outros integrantes do governo por insistirem, num momento dramático, no mantra neoliberal de equilíbrio fiscal. Ele lembrou que nos Estados Unidos de Donald Trump, e na Inglaterra de Boris Johnson – dois ícones do neoliberalismo idolatrado por Bolsonaro – a política econômica é o oposto do que se pretende para o Brasil neste momento de grave crise.

Lá, observou Verri, os dois governos “estão preocupados em salvar vidas e garantir que o povo tenha qualidade de vida na crise e no pós-crise, de modo que possam voltar a crescer mais adiante”. Para o líder do PT, Bolsonaro e seu entorno querem só privilegiar a especulação e o grande capital, sobretudo o financeiro.

O líder do PT criticou também o chanceler Ernesto Araújo por afirmar que o coronavírus é coisa de comunista e que faria parte de um complô mundial que incluiria a Organização Mundial da Saúde. “O problema é que não basta termos um presidente medíocre, pois ele (Bolsonaro) acaba tendo ao seu redor pessoas tão medíocres quanto ele”. Para Verri, o chanceler tem uma visão da Idade Média sobre os problemas atuais.

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