Enio Verri critica ideia de complementar Bolsa Família com abono salarial

Publicado em 18 de junho de 2021

Para o deputado Enio Verri, não adianta cobrir Bolsa Família com dinheiro de quem recebe o abono salarial PIS/PASEP

Ao saber que o Governo Federal estuda cancelar o abono salarial PIS/PASEP para aumentar os valores do novo Bolsa Família, o deputado federal Enio Verri reagiu à proposta. Para o parlamentar a medida vai impactar justamente pessoas que possuem renda média de dois salários mínimos.

“É um planejamento descabido, como outros que a equipe econômica de Paulo Guedes tem proposto. Vão mexer em um direito do trabalhador, que já vive com pouco para um programa feito para os mais pobres no Brasil. É descobrir um santo para cobrir o outro”, afirmou Enio Verri.

O abono salarial assegura até um salário-mínimo (hoje é de R$ 1.100) pago uma vez por ano a 25 milhões de trabalhadores com carteira assinada e renda mensal de até dois salários mínimos. E o corte desse direito daria ao Governo a possibilidade de pagar um valor R$ 300 pelo programa do Bolsa Família. Guedes quer um motivo para aumentar a popularidade do presidente, baixa por conta de sua falta de ação durante a pandemia da Covid-19.

“Os programas sociais sempre foram criticados por integrantes desse governo. O governo Lula criou o Bolsa Família em 2003, transformou em Lei em 2004 e sempre defendeu o programa aliado a outros como forma de combater a desigualdade social e fortalecer a distribuição de renda no país. Em direção contrária, Guedes e Bolsonaro não quiseram manter o auxílio emergencial em R$ 600 e ainda esperaram 4 meses esse ano para voltar com o benefício. Prova que suas intenções agora são apenas eleitoreiras”, afirmou Verri.

Hoje, segundo dados do Ministério da Cidadania, cerca de 14,7 milhões de brasileiros recebem o dinheiro do programa.

Mais Bolsa Família

Enio Verri, junto com colegas de partido, também é autor do projeto de lei (PL 4.086/2020), que cria o Mais Bolsa Família. A proposta ainda aguarda inclusão na pauta de votação da Câmara dos Deputados. O texto, protocolado no ano passado, amplia os benefícios do Bolsa Família para R$ 300, e estabelece outras ações de proteção social às camadas mais vulneráveis da população. Enio Verri defende que a proposta seja analisada pelo plenário da Casa o quanto antes.

“Tirar dinheiro do pobre não resolve desigualdade no país. Precisamos votar nosso projeto que já previa esse tema em 2020. Neste período de crise humanitária que estamos vivendo por conta da pandemia e a falta de ações do governo, precisamos de instrumentos reais de distribuição de renda para famílias mais pobres. Temos recorde de desemprego e milhões em situação de miséria, passando fome. Nosso projeto pensa nessa pessoas, sem atingir quem também precisa de garantir sua renda”, justificou Enio Verri.

Abono salarial

O abono salarial é um benefício pago a alguns trabalhadores. O abono é um valor que pode chegar a um salário mínimo, e é pago para quem preencher alguns requisitos.

Para ter direito ao abono salarial o trabalhador precisa: ter tirado a carteira de trabalho há pelo menos cinco anos; seu salário não pode ter sido superior a dois mínimos; ter trabalhado por, pelo menos, 30 dias (seguidos ou não) no ano-base considerado para apuração; ter os dados atualizados na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Esse ano, o saque do abono vai até 30 de junho.

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