Inflação acima dos 10% e renda média do trabalhador reduzida

Publicado em 24 de setembro de 2021

Mais uma vez o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a inflação, teve alta e registrou crescimento de 1,14% em setembro, segundo o IBGE. A taxa é a maior para este período desde 1994. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação já soma 10,05%. Já a renda média do trabalho recua, com desemprego, informalidade e salários mais baixos, e é a menor desde 2017.

Essa alta da inflação se deve ao aumento de preços dos alimentos, dos combustíveis e da energia elétrica. Só a gasolina subiu 2,85% e acumula 39,05% nos últimos 12 meses. Fruto da política adotada pelo presidente Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes.

Enio fala de inflação e renda média
Enio Verri vai falar do tema inflação na CFT

O deputado federal Enio Verri (PT-PR) destaca que não há como conciliar inflação com o cenário de desemprego e crescimento da pobreza no Brasil. “Infelizmente, os dados da economia apontam, que nos últimos 12 meses, a inflação ultrapassou os 10%. O que deixa a todos nós indignados. Ao mesmo tempo em que o desemprego assola o país, que a miséria aponta em todos os lados, o auxílio emergencial não passa da casa de R$ 300, como conviver com essa inflação?”, apontou o parlamentar.

A alta dos combustíveis é resultado da política de dolarização dos preços mesmo a produção sendo nacional. Assim como, a alta do grupo alimentos. Bolsonaro e Guedes simplesmente ignoram o setor produtivo e abandonaram políticas de incentivo à agricultura familiar, nem se preocuparam em criar estoques de alimentos no país, para impedir a disparada dos preços.

Além disso, segundo o IBGE, pela alta da conta de luz, que ficou em média 3,61% mais cara. Desde 1º de setembro, está valendo a bandeira tarifária de escassez hídrica, que custa R$ 14,20 para 100 kWh.

Queda da renda média

Desemprego elevado, aumento do trabalho por conta própria e subocupação recorde têm reduzido o rendimento médio dos brasileiros e atingiu o valor mais baixo desde 2017. O que tem dificultado o orçamento das famílias.

A renda média real do trabalho de todo o país ficou em R$ 2.433 no 2º trimestre de 2021, uma queda de quase 7% na comparação com o mesmo trimestre de 2020, de R$ 2.613. O estudo é da consultoria IDados, com base nos indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgado no site G1.

“Afinal de contas, se há perda de renda, não há consumo. E como explicar que o preço dos alimentos, por exemplo, sobe? No mínimo, mostra que, por trás disso, tem muito monopólio, muita jogada de aumento de lucro de setores que mandam na economia”, comentou Enio Verri.

O IDados projeta o desemprego acima de 12% até o final de 2022, podendo chegar a 13% dependendo do agravamento da crise hídrica e econômica.

“É preciso combater as causas, a renda do brasileiro já não consegue acompanhar a alta de preços, e podemos piorar esse cenário se a inflação continuar subindo. Por isso, vamos discutir esse tema em audiência pública, na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, quarta-feira (29), às 9h”, avisou Verri.

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