Comissão da Câmara aprova emenda de Verri que protege valorização do salário mínimo

Durante os governos do Partido dos Trabalhadores, foi criada a política de valorização do salário mínimo. Ela permitiu que a classe trabalhadora percebesse ganhos reais acima da inflação. De 2004 a 2015, o reajuste acumulado salário mínimo passou de 74% acima da inflação. Segundo a metodologia do PT, o reajuste anual do salário mínimo se baseava no resultado do PIB de dois anos antes, somado ao índice da inflação do ano anterior. Infelizmente, a partir do golpe de 2016, essa política passou a ser desmontada, primeiro por Michel Temer e, em seguida, por Jair Bolsonaro. O primeiro, com a adoção da EC95, que congela investimentos do Estado, por 20 anos e pela reforma trabalhista. Já Bolsonaro mantém a política de aprofundamento da precarização das relações entre capital e trabalho e passou a reajustar o salário mínimo apenas pela inflação do ano anterior.

Diante da conjuntura de desproteção, a Comissão de Finanças e Tributação, da Câmara dos Deputados, aprovou uma emenda do deputado federal, Enio Verri, que protege a valorização dos rendimentos de 70% da classe trabalhadora, os que recebem não mais que dois salários mínimos. De acordo como deputado Verri, o objetivo é manter a política de valorização do salário, estabelecida pela Lei nº 13152/2015. Ainda segundo o deputado, graças à política de valorização, implantada desde 2004, o salário mínimo chegou a R$ 998. Caso não houvesse essa política, o valor seria, em 2019, R$ 573.

“A política de valorização do salário mínimo, implementada pelo Partido dos Trabalhadores, alcançou positivamente mais de 70 milhões de brasileiros. Quanto melhor as pessoas ganham, mais elas consomem, fazendo a roda da economia girar, principalmente nos pequenos municípios”, esclarece Verri.