Conta de luz continua alta em setembro e país corre risco de apagão

Aneel decidiu manter a bandeira vermelha 2 na conta de luz, em setembro. E as medidas do governo podem levar Brasil ao apagão, como em 2001

Além da conta de luz mais cara, país vive risco de apagão

A conta de energia elétrica vai continuar pesando no bolso do consumidor.  A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a bandeira vermelha no patamar 2 em setembro, na conta de luz. Com isso, o custo de cada 100 kilowatt-hora (kWh) consumido continua sendo de R$ 9,49. Esse valor pode sofrer reajuste e pode chegar a mais de R$15,00. Além dos aumentos, o país volta a viver sob risco de apagão e de racionamento de energia elétrica.

“O país está atravessando uma grave crise econômica, na qual a população mais pobre é a mais afetada, porque não tem como arcar com os custos elevados. A conta de luz é uma despesa básica da família brasileira e está pesando demais no orçamento mensal. E não temos qualquer tipo de ação para mitigar esses custos”, comentou o deputado Enio Verri.

Conta de luz e apagão

Com a crise hídrica, as termoelétricas são acionadas para garantir o abastecimento. Além disso, outro conjunto de medidas adotadas pelo governo para enfrentar o agravamento dessa crise aumenta o risco de interrupções no fornecimento de energia, e pode provocar apagão segundo especialistas.

A redução na vazão das hidrelétricas, a flexibilização da segurança na transmissão de energia e os incentivos à indústria para a redução do consumo de energia nos horários de pico são medidas que ligam o alerta para o maior risco de apagões em um futuro próximo.

“Precisamos voltar a ter planos de recuperação dos nossos recursos hídricos. Voltar a ter política ambiental séria no Brasil. Não tivemos políticas para evitar a crise hídrica e energética. O governo sabia desse risco há dois anos e preferiu incentivar incêndios, desmatamentos, diminuir proteção ao meio ambiente. Tudo isso interfere para aprofundar a crise hídrica do país e a ter tarifas de energia elétrica sempre mais caras. São desastres ambientais que têm seu preço. O nível dos reservatórios no Brasil é prova disso.”, lembrou o deputado Enio Verri.

O nível dos reservatórios do centro-sul do país chegaram a níveis mais baixos de quando houve racionamento de energia em 2001. O nível médio está em 35%, bem abaixo dos 80% dos últimos anos nesta época do ano. A previsão é que chegue a 16%, em dezembro, situação mais grave que de 2001.

Enquanto os brasileiros e brasileiras pensam em como manter suas despesas e sobreviverem à crise econômica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dar suas declarações absurdas. Tentando minimizar o impacto do reajuste na conta de energia elétrica, Guedes questionou, “qual é o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara?”.

Agora em setembro, o governo deve anunciar metas de redução do consumo para consumidores residenciais e pequenos comerciantes e empresários.

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