Enio Verri apoia criação de CPI para apurar atos antidemocráticos de 7 de Setembro

O deputado assinou proposição para instauração de CPI para investigar os atos promovidos pelo governo Bolsonaro no dia 7 de Setembro e o financiamento das manifestações

CPI 7 de setembro
Foto: AFP

Nesta segunda-feira (13), foi apresentado na Câmara um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), de autoria do deputado federal José Guimarães (PT-CE), para investigar a realização de atos antidemocráticos do dia de 7 de setembro. O deputado federal Enio Verri é um dos parlamentares que também assinam o documento.

O requerimento pede, ainda, que sejam apuradas quais as fontes de financiamento das manifestações e se houve uso de recursos públicos para promover os atos.

No feriado da Independência do Brasil, o presidente Jair Bolsonaro participou das manifestações, que ele mesmo incentivou e convocou seus apoiadores, para defender pautas antidemocráticas como o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional. Em seus discursos durante os atos em Brasília e em São Paulo, Bolsonaro fez vários ataques às instituições e a ministros do STF e afirmou que não obedeceria a decisões judiciais do ministro Alexandre de Moraes. Os atos também tiveram várias alusões a um golpe contra a democracia do país.

“Foi um show de horrores em uma data extremamente simbólica da história do Brasil. Nunca o país teve um governante tão distante da democracia e empenhado em destruir a imagem das instituições brasileiras. Não houve qualquer tipo de respeito aos poderes, mas sim crime de responsabilidade cometido por aquele que deveria gerir o país e enfrentar problemas reais da população como desemprego, pandemia, inflação, pobreza e a fome que assola a população”, ressaltou Enio Verri.

Bolsonaro também atacou o sistema eleitoral, e mais uma vez colocou em dúvida o processo eleitoral de 2022. Além disso, mirou governadores e prefeitos por conta das medidas de combate ao coronavírus, como já fez em outras oportunidades.

Para ser aceito pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o documento precisa recolher a assinatura de 171 deputados.

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