Enio Verri critica emenda que pode prejudicar o emprego de frentistas

Emenda à MP 1.063 quer adotar modelo de auto abastecimento em postos de combustíveis. Enio Verri é contra a proposta que coloca em risco o emprego de 500 mil frentistas

Em reunião com representantes do Sintrapostos, em Maringá, o deputado federal Enio Verri declarou seu total apoio aos trabalhadores frentistas. Enio Verri deixou claro que vai votar contra a emenda à MP 1.063 que derruba a Lei 9.956/2000, para criar o modelo de abastecimento self-service de combustíveis. O deputado federal afirmou ainda que vai lutar para que a proposta seja rejeitada pelo plenário.

Os postos de combustíveis são proibidos de ter bombas para auto abastecimento desde janeiro de 2000, quando passou a vigorar a Lei 9.956. Mas o emprego daqueles que trabalham abastecendo os veículos está ameaçado. A MP 1.063 aprovada no mês passado autoriza os estabelecimentos a comprarem etanol diretamente de usinas e a venderem combustíveis de outras marcas. Além disso, a essa MP foi proposta uma emenda para que o Brasil adote bombas self-service, onde o motorista abastece o próprio carro descartando o trabalho dos frentistas, como acontece nos Estados Unidos e países da Europa.

No Brasil, segundo a proposta, o modelo faria diminuir o preço dos combustíveis para o consumidor. Já os frentistas só conseguem enxergar a fila do desemprego ficando ainda maior. De acordo a Federação Nacional dos Frentistas (Fenepospretro) se a emenda for aprovada 500 mil empregos estarão em risco.

Segundo, Odair José Rodrigues, presidente do Sintrapostos em Maringá, a medida não irá baixar o preço dos combustíveis, já que o preço dos combustíveis não depende desse critério. Mas em contrapartida, a medida deixará um grande número de pessoas sem trabalho em plena crise econômica e sanitária, em um momento em que o país bate recorde de desemprego.

Odair José e os diretores do sindicato, Cláudio Alves Pereira, Grise Mara Santana, e João de Araújo buscaram o apoio do deputado federal Enio Verri. O grupo está preocupado com o que pode acontecer com a categoria, caso a obrigatoriedade de frentistas em postos de combustíveis seja derrubada.

Enio Verri afirmou que está ao lado da categoria e irá lutar pela rejeição da proposta. “Concordo com o presidente do sindicato, Odair José Rodrigues, que não é essa a solução para a alta da gasolina, do diesel, do álcool. Precisamos de soluções e não de mais um problema, como o desemprego de milhares de trabalhadores e trabalhadoras. Podem contar com meu apoio contra essa pauta”, disse Enio Verri.

A proposta deverá entrar na pauta do Congresso Nacional a partir do dia 26 de setembro.

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