Enio Verri defende recomposição do orçamento da Universidade Estadual de Maringá

A UEM sofre com os cortes de 75% nos repasses para verba de custeio. Para 2021, a previsão é de apenas R$ 5,8 milhões de repasses estaduais.

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) sofre com os cortes de 75% nos repasses para verba de custeio em 2021. De acordo com o reitor, o orçamento anual para manutenção da universidade em 2020 foi de R$ 23,5 milhões. Para 2021, a previsão é de apenas R$ 5,8 milhões de repasses estaduais. O deputado federal Enio Verri, que também foi professor na UEM, aponta que os cortes no orçamento das universidades do Paraná seguem a mesma lógica de desmonte do Governo Federal.

“Com uma redução como essa, é impossível a Universidade funcionar. Não só atinge o retorno às aulas presenciais, mas mesmo a manutenção do seu dia a dia. Existem, hoje, mais de mil servidores, entre técnico e docentes que não foram repostos. São 17 obras em andamento paralisadas. Então, o quadro que chega a UEM hoje, é um quadro falimentar”, disse o deputado maringaense.

A Universidade Estadual de Maringá tem um papel muito importante, não só para a cidade, como para todo o Norte do Paraná. Para o deputado Enio Verri, a UEM tem uma função no desenvolvimento regional muito grande. Um potencial de desenvolver ciência, inovação tecnológica, de permitir que os alunos e alunas se formem, abram suas empresas, estimulem novos negócios, gerando emprego e renda e mudando a realidade de toda a região.  “É sempre importante destacar que a UEM tem um papel estratégico para o nosso desenvolvimento. Nesse sentido, o quadro que ela passa hoje, no que se refere ao seu orçamento 2021 é desolador. Ao mesmo tempo, é desrespeitoso com o papel que ela ocupa dentro do Paraná e, em especial, dentro de Maringá e região”, frisou o parlamentar.

Ao portal de notícias G1, o reitor da instituição, Julio César Damasceno, afirmou que seria preciso um repasse de cerca de R$ 20 milhões para que todas as reestruturações das instalações fossem feitas e que funcionários necessários fossem contratados.

O Governo argumentou que o corte está ligado ao quadro de pandemia vivido no país. “É uma pena que o Governo do Estado não tenha a sensibilidade suficiente para perceber que este quadro da UEM atinge diretamente toda a região. Além disso, vai implicar no futuro próximo em redução da arrecadação do Estado. E mesmo que se alegue a pandemia, um corte de 75% é anormal”, destacou Verri.

Nesse sentido, o deputado propôs unir a sociedade de Maringá e de toda região, em defesa da recomposição do orçamento da UEM, para que ela mantenha seu papel estratégico de desenvolvimento local, regional e de todo o Paraná. “É importante ressaltar a sua importância, não apenas aos salários pagos aos seus servidores, mas isso também estimula o consumo local e, consequentemente, já gera um desenvolvimento regional muito importante, além do que já citamos. Precisamos estar juntos pela nossa universidade, pelos seus estudantes, professores e funcionários, que têm na UEM parte de suas vidas, assim como eu também tenho”, finalizou o deputado Enio Verri.

 

Foto: UEM

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