Enio Verri denuncia a destruição promovida por Bolsonaro

Há dias que os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre ardem sob criminosos incêndios florestais. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), desde o início do período de seca, os incêndios florestais aumentaram 83% em relação ao mesmo período de 2018. Dados do INPE apontam que, desde a quinta-feira (15), foram detectados mais de 9,5 mil novos incêndios. Na segunda-feira (19), ocorreu um fenômeno com ar apocalíptico. Às 15:00h, anoiteceu em São Paulo.

Até o momento, não há comprovação de que a escuridão formada por gigantescas e escuras nuvens sob o céu da cidade situada a mais de três mil quilômetros dos incêndios seja resultado dos incêndios ocorridos do Centro-Oeste ao Norte do País. Porém, também não há informação que rechace a possibilidade de as queimadas terem contribuído para o escurecimento do dia, no Sudeste do País. De janeiro a agosto, o INPE identificou cerca de 71.500 focos de incêndio. No mesmo período do ano passado, registrou-se quase 40 mil. Para o deputado federal, Enio Verri (PT/PR), o fato de boa parte de o Brasil estar em chamas se deve ao empoderamento concedido aos ruralistas, pelo presidente Bolsonaro.

“É preciso levar em conta que essa tragédia reflete, fidedignamente, as palavras e as ações políticas do presidente que, para favorecer os latifundiários, trata com absoluto desrespeito e desprezo os órgãos de fiscalização e controle da biota brasileira, como Ibama e Inpe. Ruralistas sem compromisso com o país, encorajados por Bolsonaro, agiram conforme o pensamento niilista defendido por ele”, declara Enio Verri.

Porém, segundo o deputado, esses produtores se esquecem de que o Brasil está sendo observado pelo resto do mundo. Ainda de acordo com o deputado, o País é muito dependente de exportações de commodities para países que levam em conta a preservação ambiental. “Nesse sentido, esse modo de agir pode ser um tiro pé das exportações do agronegócio. Tanto é que, Blairo Maggi, um dos maiores produtores do agronegócio do Brasil e um dos maiores fabricantes de sopa do mundo, tem denunciado os exageros do Bolsonaro na liberação ambiental”, explica Enio Verri.

O deputado alertou que a MP 881 pode asseverar ainda mais a crise ambiental, com consequências devastadoras para os produtores rurais. A medida contém dispositivos que liberam a ação de desflorestamento, em caso de atraso de emissão de licença ambiental e de empreendimentos de baixo impacto, sem especificar como se afere os desdobramentos para o meio ambiente, a implementação de projetos agropecuários.

“Eu fui um dos participantes da comissão da MP 881 e denunciamos seus efeitos deletérios. Essa medida provisória, que nem bem foi aprovada totalmente, com o apoio do governo Bolsonaro, abre uma avenida para a destruição de nossas florestas, nos causando problemas não apenas internos, mas com o resto do mundo”, disse Enio Verri.