Enio Verri desafia participantes da Caravana Requião em Londrina

Para o deputado federal Enio Verri, esse é o momento de o paranaense lutar por mudanças para vencer a crise econômica e política. O desafio foi lançado pelo parlamentar na Caravana Requião Me chama que eu Vou, em Londrina.

O encontro pluripartidário Caravana Requião Me Chama que Eu Vou, desta quinta-feira (25), aconteceu no auditório de um hotel, em Londrina. Durante o discurso, o deputado Enio Verri falou sobre as dificuldades enfrentadas atualmente pelos paranaenses. Segundo ele, esse é o momento de agir para reverter a situação. 

Enio Verri ainda destacou que o cenário político no Paraná é reflexo da gestão nacional. Por isso, é necessário unir forças para conter o desastre econômico, ao qual o país está sendo levado. 

“Todos nós aqui estamos reclamando do preço do combustível porque o Bolsonaro escolheu que a Petrobrás deve dar lucros aos acionistas e não ao nosso povo. Mas o que falar da Sanepar e da Copel?! É a mesma coisa. A prioridade da Sanepar e da Copel, agora, é acionista privado, não é o povo. Todos nós aqui, em especial quem trabalha na educação, estamos todos muito preocupados, de forma geral, com a reforma administrativa. Esse é um debate pesadíssimo em Brasília. No Paraná não vai ter, porque já existe. A reforma administrativa no Paraná já foi feita. Boa parte dos trabalhadores e trabalhadoras da educação são terceirizados. Quanto tempo não tem um concurso para professor? Portanto, o que está na reforma administrativa, aqui já existe há muitos anos. Então, o que nós temos concretamente? Nós temos um governo estadual que ecoa tudo aquilo que Bolsonaro faz. A diferença é que ele é calado. Não fala besteira. Só isso. A verdade é que o Ratinho Jr é o Bolsonaro mudo”, disse Enio Verri.

O ex-governador do Paraná por três vezes, Roberto Requião, também criticou a forma como as empresas estatais estão sendo administradas. Segundo ele, o liberalismo econômico no governo e a abertura de empresas públicas para capital estrangeiro é um erro que prejudica o povo, principalmente, os mais pobres. Requião acrescenta que a privatização visa apenas o lucro dos acionistas, abandonando sem culpa a principal função de uma estatal que é oferecer à população um serviço de qualidade por preços acessíveis. 

Para Roberto Requião o objetivo deve ser beneficiar os brasileiros e não os empresários estrangeiros. Ele exemplificou como isso é possível, com o modelo adotado nas crises de 2007 e 2009, quando era governador do Paraná.

“Quando nós estávamos no governo, o Ênio Verri era meu secretário de Planejamento. Naquela época, nenhuma empresa estrangeira teria no Paraná um benefício que não fosse dado igualmente a uma empresa paranaense brasileira. Nós reduzimos, na crise de 2007 e 2009, o imposto de 104 mil itens de consumo popular. As microempresas não pagavam impostos e as empresas pequenas, ao invés dos tradicionais 18%, recolhiam 2,5%. Nós geramos empregos. Nós congelamos a tarifa de água e energia elétrica por oito anos. Nosso governo tinha 320 programas populares”, contou Roberto Requião.

Porém, para ele, a mudança só virá se a população tiver clareza de como a situação realmente está. “Nós estamos insatisfeitos com essa realidade, mas para modificá-la precisamos entendê-la em profundidade. Não há governo sem identidade com o povo, não há governo sem fraternidade, não há governo sem amor. E o meu discurso aqui é na linha do Papa Francisco, que diz que o mundo não suporta mais o egoísmo, o desespero pela acumulação de dinheiro e o tratamento dos trabalhadores como se fossem instrumentos de produção”, acrescentou.

Enio Verri foi além. Para o parlamentar, os paranaenses precisam reagir. Buscar e levar conhecimento sobre o cenário político com máximo de pessoas, promover debates respeitosos sobre o assunto e, principalmente, lutar por mudanças. “Esse tem que ser o desafio de cada um e cada uma aqui. Nós temos que sair daqui desafiados. Sabemos as dificuldades. Mas também temos que sair com a força da esperança de que o Paraná pode sim e vai dar certo. Acredito muito na frase: os sonhos não envelhecem”, finalizou.   

A Caravana Requião Me Chama que Eu Vou está percorrendo o Paraná, desde o final de setembro. Começou pela cidade de Francisco Beltrão e já passou por Jacarezinho, Ponta Grossa, Guarapuava, Paranaguá, União da Vitória e Maringá. A Caravana ainda deve visitar Paranavaí, Foz do Iguaçu e Curitiba.

  

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