Enio Verri explica voto contrário à aprovação da LDO e ao fundo eleitoral

Para o deputado paranaense, a LDO não reflete a realidade que o Brasil vive

O Congresso Nacional aprovou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022 (LDO – PLN 3/21), que determina as metas e prioridades para os gastos do governo no ano que vem. No entanto, o aumento do fundo eleitoral, incluído no projeto, tem gerado polêmica e cobranças da população. O valor usado no financiamento da campanha eleitoral subiu de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. Na Câmara dos Deputados, foram 278 votos a favor, 145 contra e 1 abstenção. Já no Senado, 40 a favor e 33 contra. O deputado federal Enio Verri (PT-PR) votou contra e criticou vários pontos da LDO.

“Votei contra pelo conjunto da obra. A LDO é uma lei que prepara o orçamento para o ano que vem. E, além do fundo eleitoral tem coisas muito piores. Por exemplo, não tem dinheiro previsto para o SUS. Imagine quantas pessoas pós-covid19 estão com sequelas? E o dinheiro para o SUS para o ano que vem, estão prevendo reduzir. Também não tem dinheiro para geração de emprego e renda”, pontuou o deputado paranaense.

A análise e votação da matéria tiveram um curto espaço de tempo. Pois, em apenas uma semana depois da instalação da Comissão Mista de Orçamento (CMO), Câmara e Senado debateram e aprovaram a LDO.

LDO e fundo eleitoral não refletem cenário do país

Para Verri, o texto não reflete a realidade que o Brasil vive, e que a LDO traz destinação insuficiente de recursos para enfrentar os graves problemas do país, por exemplo. Para ele, faltou investimentos para programas sociais, para amenizar os impactos da pandemia de Covid-19. “Além de aumentarem o dinheiro para o fundo, que é uma questão que me preocupa, vejo como falha pior a LDO não ter uma mínima programação de o governo brasileiro ajudar de forma mais efetiva os mais pobres a enfrentarem o pós-covid. Por isso, eu votei contrário por esse ‘conjunto da obra’ da proposta”, Justificou o parlamentar.

Valorização do salário mínimo

Parlamentares que registraram voto contrário à LDO também lutaram para que fosse incluída uma política de valorização do salário-mínimo. O PT apresentou uma emenda para tentar melhorar o texto com a previsão de aumento real para o salário mínimo em 2022.

Os deputados pediram um reajuste maior para o salário mínimo no ano que vem, do que o previsto na LDO de R$ 1.147. Mas o plenário rejeitou o destaque.

Os partidos que votaram a favor da política de valorização do salário mínimo foram o PT, PCdoB, PSB, PDT, PSOL e Rede.

O texto seguiu para sanção presidencial. A LDO serve como base para o projeto de lei orçamentária (LOA) de 2022, que será apresentada pelo Poder Executivo em agosto.

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