Enio Verri assina ação para PGR investigar Ministério da Saúde por perder R$ 243 mi em medicamentos

A representação à PGR solicita a abertura de inquérito civil para apurar as responsabilidades administrativas e a possível prática de improbidade administrativa por integrantes do Ministério da Saúde

O deputado federal Enio Verri assinou a representação, de iniciativa do deputado Rogério Correia (PT-MG), à Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual solicita a abertura de inquérito civil para apurar as responsabilidades administrativas e a possível prática de improbidade administrativa por integrantes do Ministério da Saúde, incluindo o ministro Marcelo Queiroga, por terem deixado vencer um estoque de vacinas, medicamentos, testes de diagnósticos e outros itens, provocando prejuízos ao contribuinte da ordem de R$ 243 milhões.

O documento, assinado por mais nove parlamentares da bancada do PT na Câmara, requer-se também à PGR a imediata adoção de providências legais, administrativas ou judiciais, a fim de se evitar que mais insumos e medicamentos sejam perdidos ou que tenham seu prazo de validade comprometidos sem a devida distribuição para atender aos usuários.

Enio Verri aciona PGR para investigar Ministério da saúde

Enio Verri criticou a perda, principalmente por conta do momento de crise vivida na área da saúde no Brasil. “Inacreditável que aconteça uma perda desse volume na saúde pública. Isso mostra a irresponsabilidade não só do Ministro da Saúde, mas de todo o governo Bolsonaro com a vida das pessoas. Esses remédios são pacientes que estão esperando por vacinas, são para pessoas que não têm dinheiro para comprar remédios, que aguardam por uma cirurgia eletiva. E o governo joga fora R$ 240 milhões em remédios?”, questionou o deputado.

A representação cita também o atual diretor do Departamento de Logística da Saúde (DLOG), general da reserva Ridauto Fernandes, e o ex-ocupante do cargo, Roberto Dias, envolvido em graves denúncias e acusações de práticas de crimes no processo de compra de vacinas contra a Covid-19.

Denúncia contra Ministério da Saúde

O jornal Folha de S. Paulo denunciou que o Ministério da Saúde deixou vencer o prazo de validade de uma grande quantidade de itens, que inclui medicamentos, vacinas, testes de diagnóstico e outros produtos que deveriam ser destinados ao atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), avaliados em mais de R$ 243 milhões.

São mais de 3,7 milhões de itens que começaram a perder a validade nos últimos três anos e que estavam abandonados no centro de distribuição de logística do Ministério da Saúde, que fica na cidade de Guarulhos (SP). Dentre eles, remédios e outros produtos usados em tratamentos de doenças raras e câncer. O lote inclui 820 mil canetas de insulina vencidas que dariam para auxiliar 235 mil pacientes com diabetes em um mês e frascos para aplicação de 12 milhões de vacinas para gripe, BCG, hepatite B e varicela tenham.

“Esse desrespeito à vida tem que ser enfrentado. Por isso, juntamente com outros colegas deputados, assinei essa ação para esclarecer esse caso. Afinal de contas, a sociedade tem que saber o que está acontecendo e se existe ali só incompetência ou má fé ou os dois, como já percebemos isso na CPI da Covid-19, com suspeitas muito firmes de corrupção na compra de vacinas. Ações criminosas que só prejudicam a vida do povo brasileiro”, disse o parlamentar paranaense.

Por: PT na Câmara e Ascom

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