Inflação do aluguel chega a 37% em 12 meses, maior alta em 26 anos

Deputado federal Enio Verri demonstrou preocupação com os custos de vida no país cada vez mais altos para as famílias brasileiras

Com recordes em desempregados e pessoas em situação de extrema pobreza, a economia não dá sinais de recuperação. Além disso, o governo tem se mostrado ineficaz para melhorar o cenário atual no Brasil. Nessa sexta-feira (28), a FGV (Fundação Getúlio Vargas) divulgou dados sobre o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado). O índice subiu 4,1% em maio. Com o resultado, a inflação do aluguel, avançou 37,04% em 12 meses e registrou a maior alta em 26 anos.

O recorde anterior em 12 meses era de abril de 2003, quando o índice registrou a alta de 32,95%. O deputado federal Enio Verri (PT-PR) demonstrou preocupação ao dizer que os custos para viver no país estão cada vez mais altos para as famílias brasileiras. “O Brasil já registra 14,5 milhões de famílias – mais de 40 milhões de brasileiros e brasileiras – em situação de extrema pobreza. Ou seja, dividem uma renda de R$ 89 mensais por pessoa. Não cobre nem o mínimo para a alimentação. A alta no aluguel, além do aumento dos preços dos itens da cesta básica, nas contas de luz, de água, vão colocar muitas pessoas nas ruas”, frisou Verri.

Os custos com alimentos, por exemplo, registraram um aumento de 18,15% no último ano. Já o aumento do salário mínimo aprovado na Câmara dos Deputados foi de 5,2%, reajustando o piso salarial para R$ 1.100.  Abaixo do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) oficial com 5,45%, índice usado pelo governo para calcular o reajuste, no ano passado.

“A política econômica do governo não foca no que precisa ser feito. Que são investimentos e incentivos em áreas da economia que podem gerar mais postos de trabalho. Manter o poder de compra da população, garantir o consumo para indústria e comércio. Estamos em uma pandemia, é preciso assegurar o auxílio emergencial no valor de R$ 600, esse dinheiro também ajudava no aluguel, na alimentação. E hoje, os mais pobres não contam mais com esse benefício, porque o governo preferiu reduzir os valores para R$ 150 a R$ 375. Então, são muitas omissões que vão se acumulando e formando esse cenário desolador na economia brasileira”, comentou o parlamentar paranaense.

A alta do índice usado no reajuste do aluguel foi impulsionada, principalmente, pelo aumento nos preços das commodities (matérias-primas com cotação internacional). O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 5,23% em maio, ante 1,84% em abril.

IPC e INCC

A pressão da alta dos preços para o consumidor também ficou maior no mês, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de peso de 30% sobre o índice geral, acelerando a alta a 0,61% em maio, de 0,44% em abril.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, passou a subir 1,8% no período, de avanço de 0,95% em abril.

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