Investigação já

Simpatia é a capacidade de sofrer com a dor alheia. É quando uma pessoa consegue se colocar no lugar de quem está sendo injustiçado, por exemplo. Ao longo da crise sanitária, Bolsonaro demonstrou que, além de não se importar com já quase 300 mil mortes, ameaça quem contesta sua maneira genocida de conduzir o combate à COVID-19. O brasileiro tem dois inimigos, o vírus e um presidente aliado do primeiro. Afinal, Bolsonaro é responsável por 75% das mortes pela doença.

Do início de 2020, quando o vírus chegou ao Brasil, até hoje, não se viu uma campanha de conscientização para evitar o contágio, orientar quando, como e onde buscar socorro e informar que medidas o governo adota. Pelo contrário, o presidente ampliou o poder de servidores públicos classificarem o que é, ou não, sigiloso. A proposta foi rejeita pelo Senado. Não satisfeito em sonegar informação sobre uma catástrofe, ele pratica outra de suas especialidades, a desorientação. O presidente dá informações desencontradas, ataca os métodos científicos para se evitar o contágio, foi às rua visitar o comércio, beber cafezinho, provocar aglomerações, sempre sem a máscara.

Hoje, cerca de 300 mil famílias sentem as consequências das atitudes e das bravatas de Bolsonaro. “E daí, não sou coveiro”. “Chega … de mimimi”. Ele não se importa que sua frieza deboche das evitáveis interrupções de histórias, provocadas pela sua negligência temerária. Inerte, passou 2020 como despachante, assinando a proatividade do Legislativo. Bolsonaro ofereceu um auxílio de R$ 200. Foi graças à luta do Congresso Nacional que o valor chegou a R$ 600, assim como o auxílio para os produtores da agricultura familiar.

Países desenvolvidos encomendavam vacinas quando Bolsonaro cometia o crime de charlatanismo, oferecendo cloroquina, ivermectina, com divulgação institucional, pelo Ministério da Saúde. A ineficácia dos medicamentos oferecidos por Bolsonaro é cientificamente comprovada. Enquanto propagava tratamento precoce, o mandatário do país suspendia a compra de medicamentos, anestésicos e oxigênio. Não satisfeito com risco em que colocou a população, o presidente se recusou a comprar 160 milhões de doses da vacina Coronavac e 70 milhões de doses da Pfizer.

Estamos a poucos dias de entrar em abril e Bolsonaro segue impune, deixando um rastro de sangue e dor. Para os padrões de direitos humanos de países desenvolvidos, ele já teria caído. Já há elementos mais que suficientes para enquadrar o presidente e fazê-lo assumir a responsabilidade por 3 de 4 mortes por COVID-19. Quem decide as políticas de combate à crise sanitária, como disseram os dois ministros da saúde, tando o ex quanto o atual, é Bolsonaro. Ele cometeu crimes de responsabilidade, de lesa-humanidade e de lesa-pátria. Portanto, deve ser investigado pelo genocídio que ainda comete.