Lula desmonta acusação mentirosa

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva compareceu à 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, na quarta-feira (19) para depor no âmbito da operação Zelotes. O Ministério Público acusa o Partido dos Trabalhadores de ter recebido vantagens pela reedição de uma Medida Provisória editada, em 1997, pelo governo Fernando Henrique Cardoso.

A MP 471, que concedeu incentivos fiscais à indústria dos setores automobilístico e de autopeças, foi reeditada, em 2009, e aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional. O relator da MP, na Câmara dos Deputados, o então deputado José Carlos Aleluia, afirmou à época das investigações que não fez alteração alguma no texto.

Durante o depoimento, Lula desqualificou um a um dos questionamentos do juiz Vallisney de Oliveira e do promotor Igor Miranda, que se limitaram a perguntar o que Lula já havia respondido em depoimento prestado ao delegado da Polícia Federal, Marlon Oliveira Cajado dos Santos. O interrogatório foi acompanhado pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, pelo ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão e por uma comitiva deputados federais que compareceram à 10ª Vara em apoio ao presidente Lula.

Para o líder da bancada do Partido dos Trabalhadores, na Câmara dos Deputados, Enio Verri, Lula, mais uma vez, deixou claro que é vítima de uma perseguição política por parte do Ministério Público e do Judiciário. Ainda de acordo com o deputado, o advogado Cristiano Zanin Martins impugnou vários questionamentos do MP porque as perguntas eram carregadas de especulações.

“Acabamos de assistir mais um capítulo de uma odiosa perseguição ao maior presidente da história do Brasil. Lula foi demolidor. É muito triste a preocupante assistir ao MP se utilizar de delações premiadas sem provas e papeis não reconhecidos como documentos para imputar um crime que não existiu”, declara Enio Verri.