MST comemora regularização de assentamento em Congonhinhas

As 67 famílias do assentamento Carlos Marighella comemoraram a conquista com doação de alimentos para pessoas carentes e com a grande Festa da Reforma Agrária Popular

Enio Verri MST Congonhinhas

O deputado Federal Enio Verri foi um dos convidados para a grande Festa da Reforma Agrária Popular que aconteceu no domingo (29), no espaço comunitário do assentamento Carlos Marighella em Congonhinhas, no norte do Paraná.

A festa com direito a apresentação artística e a presença de autoridades, além da participação de outras comunidades do MST foi realizada para comemorar uma conquista recente dos assentados. Após 22 anos de luta, finalmente as 67 famílias vão ter amparo legal. Uma decisão unânime dos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou a criação do assentamento Carlos Marighella, em Congonhinhas. O processo de regularização estava parado desde 2015, após uma sentença da justiça estadual. 

“É uma grande conquista. Foi feita justiça às famílias. Sinto-me muito honrado em participar dessa festa. A Reforma Agrária é um assunto que não deve e não pode ser esquecido. A luta vai continuar para que todos os paranaenses tenham direito a viver com dignidade”, disse Enio Verri. 

O almoço oferecido aos presentes foi preparado pelas trabalhadoras rurais Selma Rodrigues, Lucinéia Rodrigues e Rozilda Mesquita e pelos trabalhadores Daniel Ferreira Rodrigues e Maciel Rodrigues. No cardápio alimentos produzidos no próprio assentamento. 

Ainda para comemorar o direto a terra em que vivem, as comunidades do MST doaram 100 cestas básicas para a população carente de Congonhinhas. A distribuição de cestas faz parte de uma campanha nacional de solidariedade do MST, que tem desempenhado um papel social importante principalmente nesse momento em que o Brasil passa por uma forte crise sanitária e econômica.

Na terra que era considerada improdutiva, os trabalhadores hoje cultivam milho, arroz, feijão, mandioca, hortaliças e legumes. Não apenas para consumo próprio, mas também para alimentar outras comunidades. 

No Paraná, aproximadamente 10 mil famílias vivem em 70 acampamentos do MST. Outras 24 mil estão divididas em 329 assentamentos da Reforma Agrária do Estado. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra ainda formou mais de 20 cooperativas que comercializam a produção desses locais. 

“A terra faz parte da história do desenvolvimento do Estado do Paraná e todos os paranaenses merecem esse direito de trabalhar e produzir, gerando renda e sustentabilidade através do campo”, afirmou Enio Verri

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