No Brasil, 3 milhões estão na fila de espera do Bolsa Família e INSS

O Governo não consegue reduzir a fila de espera. Enio Verri comenta que, sem benefícios sociais como o Bolsa Família, BPC, famílias estão mais vulneráveis à pobreza e à fome

Fila de espera pelo Bolsa Família
Foto: No detalhe

Uma matéria do jornal O Globo, deste domingo (13), mostra a situação de três milhões de famílias brasileiras na fila de espera para receber benefícios sociais, como Bolsa Família, e previdenciários. Como o Governo Federal não consegue reduzir esse número, essas famílias estão mais vulneráveis à pobreza e à fome. O deputado federal Enio Verri afirma ser cruel deixar essa parcela da população esperando pela única renda que tem mensalmente.

Uma das famílias apresentadas no texto é paranaense, de Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba, de um casal com cinco filhos e que está na fila de espera porque teve o benefício do Bolsa Família bloqueado no mês passado.

Além disso, o auxílio emergencial, pago a 39,3 milhões de pessoas, termina em outubro. E o governo ainda não esclareceu sobre valores e número de beneficiados com o programa que ele definiu como nova versão do Bolsa Família, o Auxílio Brasil. No projeto da Lei de Orçamento Anual (LOA), enviada pela equipe de Paulo Guedes à Câmara dos Deputados, está previsto o mesmo valor destinado ao programa para 2021.

“Nem Guedes, nem Bolsonaro se preocupam em amparar a população em situação de vulnerabilidade no Brasil. Voltamos ao mapa da fome, o desemprego bate recordes e quase 40 milhões de pessoas estão vivendo com R$ 89 mensais. O auxílio é a única renda de milhões de brasileiros e brasileiras e a fome não espera. Atrasar o acesso a benefícios é colocar a vida dessas pessoas em risco”, enfatizou Enio Verri.

Sem o pagamento do auxílio ou de benefícios previdenciários, somado aos impactos da pandemia na economia, a parcela de pobres no Brasil — famílias com renda mensal de menos de um salário mínimo (R$ 1.100) — deve subir de 13% para 16% da população.

O Ministério Público e a Defensoria pressionaram o INSS a reduzir o tempo de espera das pessoas nas filas, mas o processo continua lento.

O Governo promete zerar a fila, mas esse problema tem persistido. A burocracia é uma grande inimiga, o Benefício de Prestação Continuada (BPC), por exemplo, que paga um salário mínimo a idosos pobres ou pessoas com deficiência, exige análise social e pericial, de forma presencial.

“Temos que voltar a fortalecer o papel de proteção social do Estado. Não dá para virar as costas para uma grande parte da população como se ela não existisse. O Bolsa Família é um programa que deu certo, que dá dignidade a quem não tem como sustentar seu núcleo familiar. Precisamos voltar a valorizar as políticas sociais como parte fundamental do plano de governo”, finalizou Verri.

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