No Dia Nacional do Café, Enio Verri relembra história da família

Norte e Oeste do Estado tiveram sua ocupação ligada à cultura cafeeira

No dia de hoje, 24 de maio, o Brasil comemora o Dia Nacional do Café. A escolha da data está relacionada diretamente com o período de colheita. A história do Paraná também está muito ligada com a produção cafeeira. O deputado federal maringaense, Enio Verri contou um pouco de como a data é representativa para a cidade e para sua família.

Tanto o Oeste quanto o Norte do Paraná tiveram sua ocupação andando lado a lado com o crescimento da cafeicultura paulista. E com o fortalecimento da atividade nas regiões, foram surgindo suas cidades, dando impulsionamento em parte da infraestrutura do Estado. Junto aos principais municípios formados, nasceu Maringá.

O deputado Enio Verri conheceu bem de perto um pouco da história dessa formação. “Tanto o meu pai, como minha mãe, vieram do Estado de São Paulo. Lá, eles trabalhavam na roça e já plantavam café. Na época, assim como muitos trabalhadores do campo, eles migraram para o Paraná, para trabalharem por meio do acordo de meeiro (quando trabalhadores plantam em terras de terceiros sob forma de arrendamento, ou com divisão da produção). Eles não tinham terra, então trabalhavam de forma que ficavam com metade da produção para eles e outra metade ficava para o dono da terra”, contou Enio. Seus pais saíram de São Paulo e se fixaram na região de Floriano, um distrito de Maringá.

Painel do Café, construído em 1956, no bar Colúmbia, em Maringá

Com a ascensão do café, a economia no Norte do Estado deu um salto. Possibilitou avanço de estradas e ferrovias e estimulou o desenvolvimento econômico em toda região. “Muitas famílias também ganharam com os rendimentos da produção do café. Meu avô materno, por exemplo, mudou-se para a cidade e abriu uma fábrica de carroça. Com o avanço da agricultura e modernização do modo de produção, transformou-se numa fábrica de carroceria de caminhão”, comentou o deputado.

O parlamentar destacou que o Paraná já foi maior produtor de café do Brasil. Na década de 60, chegou a colher 18 milhões de sacas em um ano. Um dos fatores que quebraram esse ciclo foi a “geada negra de 75”, que dizimou boa parte da produção. Atualmente, o Estado colhe um milhão por ano, grande parte vinda da agricultura familiar. Dessa safra, cerca de 15% é destinada para produção de café especial.

“Acredito que devemos pensar o dia de hoje como simbólico do quanto podemos com a produção do campo. Relembrar também do quanto Maringá e a região cresceram com o café. Assim como eu, muitas famílias têm sua história ligada à terra, ao café e às culturas que vieram em seguida. E, por isso os incentivos e apoio à agricultura são fundamentais para aquecer a economia paranaense”, ressaltou o deputado.

Cafés especiais

Mesmo não sendo mais o líder na produção nacional, o Paraná hoje aposta na qualidade. Os produtores trabalham para transformar os cafés paranaenses nos mais saborosos e especiais do país.

As regiões Norte e Noroeste têm grande potencial para a produção de cafés especiais em função dos solos de origem vulcânica e do clima subtropical. E a combinação entre a temperatura, a localização e a geografia resultam em aspectos ideais para esses cafés. Além disso, a modernização constante do setor de produção, colheita e escoamento também é focada no aumento da qualidade. Os produtores querem agregar valor ao café e atender a demanda do mercado consumidor.

“Todo esse esforço dos trabalhadores precisa ser reconhecido. Não podemos deixar que as políticas públicas para a agricultura se percam. O café do Paraná sempre terá seu lugar de destaque, porque o produtor nunca deixou de acreditar nele, por ser uma herança da nossa história e das nossas famílias”, finalizou Verri.

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