O Capital internacional quer o solo brasileiro

Líder do PT Enio Verri PT-PR

O Núcleo Agrário do Partido dos Trabalhadores realizou uma reunião, na quarta-feira (12), na qual estiveram presentes o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra; a Confederação dos Trabalhadores na Agricultura; a Articulação dos Povos Indígenas; o Movimento dos Pequenos Agricultores; a Secretaria Agrária do PT; a Secretaria dos Movimentos Populares e a Campanha contra os Agrotóxicos. Na Pauta, as perspectivas dos movimentos sindicais e sociais do campo para o enfrentamento da atual conjuntura da política nacional, cuja pauta passa pela desnacionalização do território brasileiro.
Durante a reunião, os participantes elencaram as diversas medidas do governo Bolsonaro que atentam contra a agricultura familiar e a produção dos povos da floresta. Desde os cortes no orçamento para agricultura familiar, de R$ 12 milhões, à edição do PL 191/2020, que libera exploração mineral em terras indígenas, a política de Bolsonaro é de aniquilamento da agricultura familiar e o favorecimento do agronegócio e do capital internacional sobre a soberania nacional.
Segundo o líder da bancada do Partido dos Trabalhadores, na Câmara dos Deputados, Enio Verri, presente à reunião, o ataque às minorias e sobre os recursos naturais é um movimento mundial da extrema direita ultraliberal. Ainda de acordo com o líder, esse isso começou, no Brasil, ainda com Temer, quando ele permitiu a compra de terras nacionais por estrangeiros. Agora, Bolsonaro pretende titular terras, permitir atividades turísticas e econômicas em unidades de conservação e mineração em terras indígenas.
“Esse movimento é semelhante à organização internacional do capital, dessa vez, o financeiro. Na verdade, não é apenas a fertilidade das terras brasileiras que interessa os estrangeiros, mas o subsolo, com suas enormes riquezas minerais”, esclarece Enio Verri.