Verba destinada por Verri entra na conta da prefeitura de Santa Mônica

Da composição do PIB de Santa Mônica, R$ 8,6 milhões são do pagamento de aposentadoria e pensões dos contribuintes para a Seguridade Social. Já o que foi recolhido com as contribuições do Fundo de Participação Municipal, ISSQN, IPTU e royalties somaram R$ 8 milhões. Nota-se que é um município cuja economia é muito dependente dos investimentos da Previdência Social. Os pouco mais de três mil habitantes de Santa Mônica serão severamente prejudicados pelas regras da Nova Previdência, aprovada com o apoio de 24 dos 30 deputados do Paraná. Devido ao corte nos benefícios e no cálculo da média da aposentadoria, o município pode ver cortados 50% da contribuição de uma seguridade que é superavitária.

Para o deputado federal Enio Verri, a política adotada pelo governo Bolsonaro conduzirá não apenas Santa Mônica, como 80% dos municípios brasileiros à penúria e ao subdesenvolvimento. “Ora, o que vai acontecer é resfriamento da atividade econômica para todas as atividades, menos para o sistema financeiro, o único a lucrar com essa destruição da cidadania. É óbvio que as pessoas vão consumir menos, gerando uma crise de caixa para as empresas, que verão seus estoques estacionarem, o que a impedirá de contratar mão de obra”. Segundo o deputado, o mesmo se dará com o poder público, que arrecadará menos e não poderá contratar obras e serviços.

“Pode-se observar que é uma clara política de estagnação da economia brasileira para conduzir e manter, definitivamente, este rico país em um eterno produtor de commodities, enquanto suas riquezas e tecnologias já produzidas são usadas para o desenvolvimento de outras nações”, declara Verri, que é o autor da emenda parlamentar, de R$ 100 mil, para ser investida na manutenção das unidades de saúde. Para o deputado, a emenda tem um valor simbólico diante a complexidade de demandas da sociedade e pretende ser apenas mais um tijolo na construção de sistema de saúde que atenda toda a população, “com a dignidade que lhe devida”.

“Em meio a essa pesada crise de desemprego, esse valor, além de ser apenas mais um passo no processo de construção e consolidação do sistema local de saúde, deverá ser usado pela prefeitura para gerar postos de trabalho e injetar recursos no comércio local, o que, de certa forma, contribui para amenizar os efeitos da conjuntura econômica, que agrava a social”, explica Verri.