Verba destinada por Verri entra na conta da prefeitura de Cascavel

O município de Cascavel recebeu R$ 400 mil para a manutenção das edificações do sistema de saúde pública, para atender, com ainda mais dignidade, os contribuintes que pagaram pelos investimentos. O valor é de uma emenda parlamentar do deputado federal Enio Verri, que se diz muito satisfeito, embora consciente de que o montante não é muita coisa para atender os quase 325 mil habitantes de Cascavel, em suas demandas pelos serviços públicos de saúde. Segundo o deputado, essa limitação de verbas é muito menos preocupante do que os rumos que a economia do município tomará, com a Nova Previdência de Bolsonaro.

“Saber que o município de Cascavel poderá oferecer condições mais dignas de atendimento à saúde da população é uma satisfação para qualquer pessoa pública. Tenho certeza que a administração saberá como melhor investir para sanar as básicas demandas da população”, disse Enio Verri.

O parlamentar lamenta que a Nova Previdência, aprovada com a ajuda de 24 dos 30 deputados do Paraná, reduzirá o poder econômico de Cascavel. As aposentadorias e as pensões pagas pela Seguridade Social representam 27,6% do que o município arrecada com Fundo de Participação Municipal, ISSQN, IPTU e Royalties. Devido às reduções da média dos valores pagos, como estão na PEC 06, a participação da Seguridade Social para a formação da riqueza local deve ser reduzida para 0,14%. Enio Verri se diz muito preocupado com uma redução tão drástica, ainda mais em meio a uma conjuntura recessiva, com alto índice de desemprego. Para o deputado, somente uma forte reação popular sobre os três senadores do Paraná para reverter os prejuízos.

“É muito preocupante essa redução no PIB de Cascavel. A administração local arrecadará menos e ficará impedida de levar à frente iniciativas de geração de empregos como, por exemplo, a de abrir licitação para construção ou manutenção nas edificações locais, sejam da área da saúde, da segurança ou da educação. Mas, ainda tenho esperança de que a população dirá não à submissão da soberania nacional aos bancos, os únicos beneficiados com essa reforma” afirma Enio Verri.