Verba destinada por Verri entra na conta da prefeitura de Congonhinhas

A prefeitura de Congonhinhas poderá oferecer mais conforto aos mais de oito mil habitantes do município. Ela recebeu R$ 250 mil para investir na manutenção de unidades de saúde. Trata-se de uma emenda parlamentar do deputado federal Enio Verri (PT), apresentada ao Ministério da Saúde. Segundo o deputado, é uma enorme satisfação saber que o mandato está a serviço das demandas dos paranaenses, principalmente dos pequenos municípios.

“O desenvolvimento de todo município passa, necessariamente, por investimentos nas áreas de saúde e educação, principalmente. Portanto, é uma satisfação muito grande saber que nosso mandato está contribuindo para que a população de Congonhinhas seja atendida em instalações mais dignas do seu merecimento”, esclareceu Enio Verri.

Apesar da satisfação com os investimentos, o deputado se diz preocupado com a iminente precarização das condições de vida da população do município, devido à aprovação da reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, e de sua iminente aprovação, no Senado. Caso ela passe pelo Senado, os valores de aposentadorias e pensões de dois salários mínimos serão cortados em quase 50%. Sem dinheiro, a população vai consumir menos. Segundo o deputado, haverá duas consequências imediatas. A primeira é a redução do consumo e, portanto, também da geração de empregos. Por outro lado, a prefeitura arrecadará menos e, portanto, comprará, construirá e reformará igualmente menos. Segundo dados do IBGE, o percentual de receitas oriundas de fontes externas é de 89,8% e dois salários são a média que pagam os empregos formais do município.

Os valores das aposentadorias e das pensões pagas pela Seguridade Social, em 2018, representam 38,1% do que o município recolheu de Fundo de Participação Municipal, ISSQN, IPTU e Royalties. Com a aprovação da reforma, esse índice deve cair para 20%. As pessoas passarão a consumir menos, as empresas a vender menos e a prefeitura arrecadar, também, menos. Os resultados imediatos serão o aumento na taxa do desemprego, pois empresas não contratam se não vendem. Por outro lado, com menos arrecadação, a prefeitura não poderá fazer os investimentos necessários para o desenvolvimento do município.

“Sob todos os aspectos que se examine, essa reforma vai asfixiar ainda os municípios e a pobreza vai aumentar ainda mais. O Brasil que tinha começado a sair do mapa da fome, desde 2012, está a caminho de volta. Desde o golpe de 2016, mais de 1,5 milhão de pessoas voltaram para a miséria, demonstrando que a fome é um problema estrutural”, lamentou Enio Verri.