Verri diz que vai lutar para recompor orçamento de universidades públicas

A perda de recursos de instituições públicas de ensino superior chega em 13,89%

Com a sanção do Orçamento 2021, vieram os cortes e bloqueios de despesas de custeio. O maior bloqueio atingiu a Educação. O Ministério da Educação está com R$ 2,7 bilhões de despesas discricionárias bloqueadas, referente ao custeio. Quem sofre com os cortes são as universidades federais, que não tem de onde tirar recursos para aguentar os custos até o final do ano. A perda para as instituições públicas de ensino superior chega em 13,89%.

O deputado federal Enio Verri, que também é economista e professor, e já conhece as dificuldades que a universidade pública enfrenta com seu orçamento, relatou que os cortes vão na direção contrária do desenvolvimento e da recuperação da crise causada pela pandemia. “No Brasil, quem garante a pesquisa e desenvolvimento são as escolas públicas, são as nossas universidades federais e institutos federais. Em especial, eles contribuem para o desenvolvimento da inovação tecnológica, para a descoberta de vacinas e outros produtos que ajudam a melhorar a qualidade de vida da população. Então, cortar recursos, durante uma pandemia, é perder capacidade de superá-la mais rapidamente”, afirmou o parlamentar.

Por meio de nota, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entidade representante das 69 universidades federais, alertou sobre as consequências da LOA 2021, mas que resistirão ao desmonte que o governo vem promovendo. “Mesmo em meio a tamanha dificuldade orçamentária, a rede de universidades federais tem se recusado a parar. Com ajustes que já chegaram ao limite, redução de despesa resultante da prevalência das atividades remotas, ao contrário, temos mantido nossas ações e nossa estrutura a serviço dos brasileiros, sobretudo, na luta diária contra o Coronavírus”, divulgou a entidade. E completou que além do ensino, pesquisa e extensão, da formação de milhares de profissionais, as universidades têm se dedicado às outras questões ligadas a pandemia. “Não paramos nem um dia. A pandemia pode acabar. O vírus não”, completou.

Para Enio Verri, o orçamento, da forma que foi sancionado pelo presidente, não atende às demandas da realidade que vive o país e das áreas estratégicas que precisam de investimentos. “É um absurdo. Em um momento de pandemia, quando, mais do que nunca, precisamos da ciência, as nossas universidades tenham seus recursos diminuídos. A persistir a verba que aí está, as universidades não conseguirão terminar o ano 2021, custeando a sua própria manutenção”.

Em sua declaração nas redes sociais, ele lembrou que a oposição votou contra o Orçamento da forma que foi apresentado. No entanto, continuará lutando para que o orçamento para as universidades e institutos federais voltem a ter mais investimentos. “Quero renovar o meu compromisso para lutar por mais verbas, para que nossas universidades e institutos federais do Brasil, em especial do nosso Paraná, obtenham mais recursos para que possam garantir a sua manutenção. E, mais do que isso, possam voltar a ser um instrumento de inovação tecnológica e de desenvolvimento regional e nacional”, ressaltou o deputado paranaense.

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